- A Puma comentou pela primeira vez os episódios de camisas rasgadas envolvendo seleções patrocinadas pela marca na Copa do Mundo de 2026.
- A empresa afirmou que os uniformes foram desenvolvidos para oferecer máxima leveza e desempenho aos atletas.
- Segundo a fabricante, os danos registrados em campo são consequência de situações de contato extremo e não comprometem a performance dos jogadores.
A Puma se pronunciou após registrar cinco ocorrências de uniformes rasgados durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Todos os casos envolveram seleções patrocinadas pela empresa alemã: República Tcheca, Paraguai, Egito, Gana e Marrocos.
Além dessas equipes, a marca também fornece material esportivo para Áustria, Costa do Marfim, Nova Zelândia, Portugal, Senegal e Suíça, totalizando 11 seleções presentes no torneio.
Em comunicado, a empresa explicou que os uniformes utilizados na competição foram desenvolvidos com foco em reduzir o peso da camisa e oferecer maior liberdade de movimento aos atletas. Segundo a Puma, os modelos utilizam materiais ultraleves produzidos ao longo de sucessivas gerações de desenvolvimento tecnológico, com prioridade para respirabilidade, elasticidade e gerenciamento da umidade.
A fabricante afirma que os testes internos realizados durante o desenvolvimento indicaram que suas camisas ficaram significativamente mais leves do que modelos equivalentes utilizados por concorrentes, atendendo a uma demanda dos próprios jogadores por peças que proporcionem maior conforto e agilidade, principalmente em partidas disputadas sob temperaturas elevadas.
A empresa, no entanto, reconheceu que o futebol é um esporte de contato e que, em disputas físicas intensas, os uniformes podem sofrer danos estruturais.
Segundo a Puma, situações que submetem o tecido a forças elevadas ou estresse físico extremo podem provocar rasgos, embora isso não afete o desempenho esportivo dos atletas em campo.
Os episódios começaram ainda na primeira rodada da competição. O primeiro ocorreu com Pavel Šulc, da República Tcheca, que teve a camisa rasgada após ser puxado pelo defensor Lee Han-beom durante a derrota por 2 a 1 para a Coreia do Sul.
Na sequência, o zagueiro Gustavo Gómez, capitão do Paraguai e jogador do Palmeiras, também precisou trocar de uniforme depois que sua camisa foi rasgada em uma disputa com Folarin Balogun, na derrota por 4 a 1 para os Estados Unidos. O defensor chegou a atuar alguns minutos com a peça danificada presa ao calção antes da substituição.
Outro caso envolveu o atacante Mostafa Ziko, do Egito. Durante o empate por 1 a 1 diante da Bélgica, o jogador teve a camisa rasgada após um puxão de Maxim de Cuyper. Além do rasgo, a numeração da camisa sofreu danos, com parte dos algarismos se desprendendo do uniforme.
O quarto episódio aconteceu na vitória de Gana sobre o Panamá. Após marcar o gol decisivo nos acréscimos, o meio-campista Caleb Yirenkyi teve a camisa rasgada durante a comemoração.
Já o quinto caso foi registrado na segunda rodada, quando Marrocos venceu a Escócia por 1 a 0. Em uma disputa com o zagueiro Hendry, o meia Neil El Aynaoui teve o uniforme completamente danificado e precisou deixar o campo temporariamente para realizar a troca da camisa.
No comunicado, a Puma reiterou que o desenvolvimento dos uniformes priorizou desempenho e conforto para o futebol de alto rendimento. A empresa destacou que a preferência manifestada pelos atletas por materiais mais leves foi determinante no projeto das camisas utilizadas na Copa do Mundo de 2026 e reforçou que os episódios registrados não comprometem a performance dos jogadores durante as partidas.
Abaixo, o comunicado da Puma:
“Para este torneio, a PUMA apresentou suas mais recentes camisas de alta performance, desenvolvidas com materiais ultraleves avançados criados ao longo de várias gerações de produtos para maximizar a liberdade de movimento e o conforto em situações de jogo de alta intensidade. Os materiais são otimizados para requisitos essenciais de desempenho, como respirabilidade, elasticidade e controle de umidade, garantindo que as exigências técnicas do futebol de elite sejam atendidas a cada minuto da partida.
Esses requisitos de desempenho significam que a camisa foi projetada especificamente para ser o mais leve possível. Testes comparativos internos com as principais marcas de futebol mostram que a camisa de jogo da PUMA foi desenvolvida para ser significativamente mais leve do que uniformes semelhantes em campo, proporcionando aos jogadores de elite agilidade e conforto otimizados no clima quente do verão.
O feedback dos jogadores mostrou que eles preferem materiais mais leves em suas camisas para alcançar um melhor desempenho no mais alto nível. É por isso que, durante o desenvolvimento das camisas, priorizamos a leveza combinada com movimento, respirabilidade e conforto. Como o futebol é um esporte de alto contato, as peças de roupa podem ser afetadas quando as camisas são submetidas a forças severas ou estresse físico extremo. É importante ressaltar que esses episódios não impactam o desempenho dos atletas.”





