- No atual contexto da indústria, a capacidade de reagir antes dos concorrentes deixou de ser apenas um diferencial para se tornar uma necessidade para as marcas
- A combinação entre atletas, narrativas e rapidez na execução vem orientando a atuação da PUMA durante o período Copa do Mundo de 2026
- Nesse cenário, participar da conversa enquanto ela acontece pode ser determinante para ampliar alcance, engajamento e relevância junto ao público
A Copa do Mundo não movimenta apenas seleções e torcedores. Nos bastidores, marcas esportivas operam em ritmo acelerado para disputar um ativo cada vez mais valioso durante grandes eventos: a capacidade de reagir antes dos concorrentes.
Em um cenário dominado por redes sociais, transmissões instantâneas e ciclos de atenção cada vez mais curtos, a agilidade deixou de ser apenas um diferencial para se tornar uma necessidade. Participar da conversa enquanto ela acontece pode ser determinante para ampliar alcance, engajamento e relevância junto ao público.
Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, Alexandre Ajoue, diretor de Brand da PUMA Brasil, detalhou como a combinação entre atletas, narrativas e rapidez na execução vem orientando a atuação da marca alemã na preparação para o principal torneio do futebol mundial.
“Apostamos em uma combinação entre atletas, storytelling e velocidade de execução. A convocação de Neymar Jr., por exemplo, foi um dos grandes acontecimentos do futebol brasileiro neste ano e conseguimos reagir em tempo real. Poucos minutos após o anúncio oficial da lista, a PUMA já ocupava painéis digitais em São Paulo e Rio de Janeiro celebrando esse momento. Também contamos com atletas como Memphis Depay, Éderson, Weverton e Alex Sandro, que ajudam a ampliar nossa presença em diferentes territórios do futebol e da cultura”, declarou Ajoue.
Parceira do craque brasileira, a PUMA lançou uma campanha de ativação relâmpago nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro celebrando a convocação de Neymar Jr. para a Seleção Brasileira.
A iniciativa ilustra uma tendência cada vez mais presente no marketing esportivo: a criação de estruturas dedicadas ao monitoramento de acontecimentos capazes de mobilizar milhões de torcedores. Convocações, gols, classificações, lesões e até declarações de atletas passaram a ser acompanhados em tempo real para alimentar campanhas, conteúdos e ações quase instantâneas.
“Nossa estratégia parte do princípio de que o futebol é vivido de formas diferentes em cada região do mundo. Mantemos uma plataforma global de comunicação, mas adaptamos narrativas, ativações e parcerias para refletir a cultura local e a forma como os torcedores se relacionam com o esporte”, completou.
A abordagem ganha relevância em um evento com alcance global como a Copa do Mundo. Embora o futebol seja uma linguagem universal, as manifestações de paixão pelo esporte variam conforme o contexto social e cultural de cada região. O desafio das marcas é equilibrar consistência global e proximidade local.
No Brasil, essa relação frequentemente ultrapassa os gramados e se conecta à música, à moda e ao entretenimento. Em outros mercados, a identificação pode surgir por meio de referências culturais distintas. Compreender essas nuances tornou-se parte essencial das estratégias de comunicação.
“O brasileiro vive o futebol de uma forma muito particular. O esporte faz parte da cultura, influencia comportamentos, moda, música e conversas do dia a dia. Em mercados de forte conexão cultural, como a América Latina e a África, buscamos traduzir e celebrar a paixão pelo futebol por meio de elementos que fazem parte da identidade local. Um exemplo disso foi a ativação global ‘Rolling Nations’, realizada em Nova York para o lançamento das camisas de nossas seleções, levando a energia e a expressão cultural dessas nações para uma experiência urbana imersiva”, pontuou o executivo.
A ação reflete um movimento mais amplo da indústria esportiva. Cada vez mais, patrocinadores procuram construir experiências que dialoguem com estilo de vida, comportamento e identidade, ampliando a conversa para além do desempenho dentro das quatro linhas.
O contexto favorece esse tipo de abordagem. Com audiências distribuídas entre televisão, plataformas digitais e redes sociais, as marcas buscam criar conexões que transcendam o jogo em si e permaneçam relevantes mesmo fora dos momentos de competição.
“Com quase um quarto das seleções do torneio vestindo PUMA, incluindo potências africanas como Senegal, Marrocos e Gana, além da sul-americana Paraguai, nossa abordagem busca transformar a paixão dos torcedores em experiências relevantes e autênticas, conectando a narrativa global da marca às particularidades de cada mercado”, finalizou.





