- Serena Williams disputará o WTA 500 de Queen’s, em Londres, marcando seu retorno ao circuito após quase quatro anos longe das competições.
- Com mais de US$ 500 milhões acumulados ao longo da carreira, a ex-número 1 do mundo segue liderando o ranking histórico de ganhos entre atletas femininas.
- Mesmo aposentada das quadras desde 2022, Serena mantém contratos com grandes marcas e continua entre os nomes mais reconhecidos do esporte norte-americano.
Após quase quatro anos longe das competições profissionais, Serena Williams está pronta para voltar ao circuito. A norte-americana de 44 anos confirmou participação nas duplas do WTA 500 de Queen’s, torneio disputado em Londres e tradicional preparatório para Wimbledon, colocando novamente em evidência uma das maiores atletas da história do esporte mundial.
A volta às quadras acontece em um momento em que Serena segue exercendo enorme influência fora do ambiente competitivo. Dona de um currículo que inclui 39 títulos de Grand Slam, sendo 23 em simples, 14 em duplas femininas e dois em duplas mistas, além de quatro medalhas olímpicas de ouro, a ex-tenista construiu ao longo das últimas décadas uma das marcas pessoais mais valiosas do esporte.
O retorno em Queen’s também recoloca em circulação uma máquina comercial que permaneceu ativa mesmo durante o período de afastamento. Serena chegará ao torneio acompanhada por um portfólio de patrocinadores que reúne empresas de diferentes segmentos, incluindo Nike, Wilson, Audemars Piguet, Lincoln, Hasbro/Barbie, Heineken 0.0, Lingo e Ritual.
Algumas dessas relações comerciais atravessam décadas. Nike, Wilson e Audemars Piguet estão entre os parceiros históricos da atleta, enquanto acordos mais recentes refletem uma nova fase de sua vida pessoal e profissional. É o caso da Lingo, empresa especializada em monitoramento de glicose, e da Ritual, marca de suplementos voltada ao bem-estar e à saúde, ambas incorporadas ao seu portfólio após o nascimento de suas filhas.
Nos últimos anos, Serena também esteve envolvida em campanhas que geraram repercussão no mercado norte-americano. Em 2025, a ex-tenista participou de uma ação promocional ligada ao Mounjaro, medicamento utilizado para perda de peso e produzido pela empresa de telemedicina Ro. Na campanha, compartilhou sua própria experiência com o produto, pertencente à categoria dos medicamentos GLP-1. O tema ganhou relevância adicional pelo fato de a Agência Mundial Antidoping (WADA) acompanhar os impactos da classe de medicamentos e avaliar eventuais implicações relacionadas ao desempenho esportivo.
Nike
Entre todas as parcerias comerciais, nenhuma possui o peso da relação construída com a Nike. A colaboração teve início em 2003, quando Serena deixou a Puma para assinar com a gigante norte-americana.
Embora os valores do contrato nunca tenham sido divulgados oficialmente, a importância da atleta para a companhia pode ser medida por uma homenagem inédita. Em 2022, ano em que disputou seu último torneio profissional no US Open, a Nike inaugurou o Serena Williams Building em seu campus global, localizado em Beaverton, no estado do Oregon.
A relevância da ex-tenista também continua refletida em sua popularidade. Levantamento recente da consultoria Q Scores aponta que Serena mantém índice de reconhecimento de 70% entre os norte-americanos, número que a coloca entre os esportistas mais conhecidos do país.
No ranking, ela aparece ao lado de nomes históricos como Tiger Woods, também com 70%, ficando atrás apenas de Michael Jordan (78%), Shaquille O’Neal (75%), Tom Brady (73%) e LeBron James (73%).
Uma das atletas mais bem remuneradas da história
Os resultados financeiros obtidos ao longo da carreira ajudam a explicar o tamanho de sua influência.
Segundo dados da Sportico, Serena acumulou US$ 94,6 milhões apenas em premiações dentro das quadras. O valor é quase duas vezes superior ao montante conquistado pela segunda colocada no ranking histórico do tênis feminino, a bielorrussa Aryna Sabalenka, atual líder do ranking mundial.
Fora das competições, os números são ainda mais expressivos. Desde que se profissionalizou, em 1995, Serena faturou mais de US$ 400 milhões em contratos de patrocínio, licenciamento, campanhas publicitárias e acordos comerciais.
Somando ganhos esportivos e receitas comerciais, a norte-americana ultrapassou a marca de US$ 500 milhões acumulados ao longo da carreira, consolidando-se como a atleta feminina que mais faturou na história do esporte. Considerando os valores corrigidos pela inflação, seu patrimônio esportivo chega a aproximadamente US$ 680 milhões, ocupando a 40ª posição entre os 50 atletas mais bem pagos de todos os tempos.
Apesar da confirmação em Queen’s, Serena ainda não revelou quem será sua companheira de duplas no torneio britânico. Veículos internacionais apontam que a escolhida pode ser a canadense Victoria Mboko, de 19 anos, uma das jovens promessas do circuito feminino.
O evento será disputado em quadras de grama e servirá como preparação para Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada. Até o momento, porém, não há confirmação sobre uma eventual participação de Serena em outros torneios, incluindo o próprio grand slam londrino.






