Copa do Mundo 2026

Tim Payne & Vozinha mostram como a Copa do Mundo pode criar estrelas digitais

Lateral da Nova Zelândia é outro nome que saiu do anonimato para acumular milhões de seguidores e reforça nova tendência do Mundial de 2026

16 de junho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Tim Payne foi o primeiro grande fenômeno digital da Copa do Mundo de 2026, saindo de menos de 5 mil para mais de 5 milhões de seguidores.
  • O lateral ganhou projeção após uma campanha liderada pelo influenciador argentino Valen Scarsini.
  • Se Tim Payne foi o primeiro exemplo desse fenômeno em 2026, Vozinha demonstrou até onde essa dinâmica pode chegar.

A explosão de seguidores de Vozinha após o empate histórico de Cabo Verde contra a Espanha foi um dos assuntos mais comentados da primeira semana da Copa do Mundo de 2026. No entanto, o goleiro africano não foi o primeiro atleta a se transformar em fenômeno digital durante o torneio.

Sem ter disputado sequer uma partida no Mundial, o lateral Tim Payne, da Nova Zelândia, já havia chamado atenção semanas antes do início da competição. Aos 32 anos, o jogador possuía menos de 5 mil seguidores no Instagram até o fim de maio, quando passou a ser promovido pelo influenciador argentino Valen Scarsini.

A campanha rapidamente ganhou alcance internacional e transformou Payne em uma das histórias mais curiosas da Copa. Quando estreou contra o Irã, o defensor já acumulava mais de 5 milhões de seguidores, número que continuou crescendo nos dias seguintes.

O caso mostrou como a Copa do Mundo pode ampliar a visibilidade de atletas pouco conhecidos globalmente. No entanto, a repercussão alcançada por Tim Payne acabou sendo superada pelo fenômeno envolvendo Vozinha.

A principal diferença entre os dois episódios está na capacidade de mobilização das comunidades que impulsionaram cada atleta. Enquanto Payne cresceu a partir da iniciativa de um influenciador e de seus seguidores, Vozinha contou com o apoio de uma audiência muito mais ampla e estruturada.

Após a atuação decisiva contra a Espanha, o goleiro de Cabo Verde foi promovido pela CazéTV durante a transmissão da partida. A ação mobilizou milhões de espectadores simultaneamente e levou o perfil do jogador a registrar um crescimento sem precedentes durante a competição.

O resultado foi imediato. Em poucas horas, Vozinha deixou a casa das dezenas de milhares de seguidores para alcançar milhões de fãs, ultrapassando não apenas diversos atletas da Copa, mas também o próprio Casimiro, principal rosto da plataforma responsável pela mobilização.

Os dois casos ajudam a ilustrar uma das tendências desta Copa do Mundo: a transformação das redes sociais em uma extensão do torneio. Mais do que criar novos ídolos esportivos, a competição tem mostrado como comunidades digitais podem acelerar a construção de relevância e abrir oportunidades comerciais para atletas que, até pouco tempo atrás, eram praticamente desconhecidos do grande público.

Se Tim Payne foi o primeiro exemplo desse fenômeno em 2026, Vozinha demonstrou até onde essa dinâmica pode chegar quando encontra uma comunidade com enorme capacidade de engajamento e alcance.

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