Copa do Mundo 2026

Torcidas dos Estados Unidos criticam restrições da Fifa durante a Copa do Mundo 2026

Grupos organizados reclamam de limitações para bandeiras, instrumentos e distribuição de ingressos, e afirmam que perderam espaço nas arquibancadas do torneio

19 de junho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Torcidas organizadas dos EUA relatam dificuldades para entrar com bandeiras, tambores e outros materiais de apoio durante a Copa do Mundo de 2026.
  • Os grupos também criticam a distribuição de ingressos e a localização dos setores destinados aos torcedores nas arquibancadas.
  • As associações afirmam que pretendem levar as reclamações à Federação de Futebol dos Estados Unidos após o encerramento do Mundial.

Mesmo sediando a Copa do Mundo de 2026, parte das principais torcidas organizadas dos Estados Unidos afirma enfrentar dificuldades para apoiar a seleção dentro dos estádios. Restrições envolvendo materiais utilizados nas arquibancadas, além de críticas à distribuição de ingressos, marcaram os primeiros dias da competição.

Entre os grupos que manifestaram insatisfação estão American Outlaws, Sammers SC e Barra 76, responsáveis por organizar a maior parte das ações de incentivo à seleção norte-americana. Os representantes afirmam que as medidas adotadas durante o Mundial reduziram a presença visual e sonora das torcidas.

Um dos episódios ocorreu na estreia dos Estados Unidos contra o Paraguai, em Los Angeles. A American Outlaws informou que não conseguiu utilizar sua tradicional bandeira de grandes dimensões após a peça não receber autorização para entrar no estádio.

Segundo Whitney Zaleski, gerente de operações da torcida, a aprovação desse tipo de material depende tanto da FIFA quanto da administração de cada arena, o que tem gerado interpretações diferentes entre os organizadores.

O Sammers SC também relatou problemas semelhantes. Embora uma de suas bandeiras tenha sido aprovada, o grupo afirma que não recebeu autorização para posicioná-la nos corrimãos, prática comum em jogos da seleção. Além disso, integrantes disseram ter encontrado resistência para entrar com um tambor, mesmo após obter autorização prévia da FIFA.

Para dirigentes da torcida, existe uma diferença entre as diretrizes informadas pela entidade e a aplicação das regras nos estádios durante as partidas.

Outro tema levantado pelos grupos diz respeito aos setores destinados aos torcedores organizados.

Enquanto em diversos países as torcidas costumam ocupar espaços atrás dos gols, nos jogos da seleção norte-americana os grupos foram distribuídos em setores superiores das arquibancadas, reduzindo a concentração dos torcedores.

Segundo representantes da American Outlaws, a dispersão dificulta a organização de cantos, coreografias e manifestações coletivas durante as partidas.

Distribuição de ingressos é alvo de críticas

Os grupos também questionam o funcionamento do programa de ingressos destinados às torcidas oficiais.

A FIFA disponibilizou uma quantidade limitada de entradas da chamada categoria destinada aos torcedores organizados. No entanto, integrantes das associações afirmam que o processo de distribuição foi marcado por atrasos e falta de informações, com confirmações chegando apenas poucas semanas antes do início da competição.

Dirigentes do Sammers SC também criticaram o funcionamento do programa de fidelidade da Federação de Futebol dos Estados Unidos, alegando que até associados que investem anualmente valores elevados não conseguiram adquirir ingressos para acompanhar a equipe.

Até o momento, a federação norte-americana não comentou publicamente as reclamações.

Apesar das críticas à organização, a vitória dos Estados Unidos por 4 a 1 na estreia aumentou o entusiasmo entre os torcedores, que participaram em grande número das atividades realizadas antes da partida.

Para os próximos jogos, os grupos esperam encontrar maior flexibilidade nas regras adotadas pelos estádios, especialmente em cidades com tradição no futebol.

Após o encerramento da Copa do Mundo, as torcidas organizadas pretendem reunir representantes para avaliar a experiência vivida durante o torneio e apresentar propostas de melhoria à Federação de Futebol dos Estados Unidos para futuras competições.

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