- O técnico Hervé Renard receberá cerca de € 200 mil (aproximadamente R$ 1,18 milhão) para comandar as partidas restantes da Tunísia na Copa do Mundo
- O acordo, de curta duração, cobre apenas os confrontos contra Japão e Holanda
- A aposta da federação ocorre em meio à crise provocada pela goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia na estreia da Copa
A Federação Tunisiana de Futebol decidiu investir alto para tentar salvar a campanha da seleção na Copa do Mundo de 2026. Contratado às pressas após a demissão de Sabri Lamouchi, segundo o site árabe “Wimwim”, o técnico Hervé Renard receberá cerca de € 200 mil (aproximadamente R$ 1,18 milhão) para comandar a equipe nos dois jogos restantes da fase de grupos.
O acordo, de curta duração, cobre apenas os confrontos contra Japão e Holanda. Com isso, Renard terá uma remuneração próxima de R$ 600 mil por partida, valor considerado elevado para um trabalho inicialmente previsto para durar menos de duas semanas.
A aposta financeira da federação ocorre em meio à crise provocada pela goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia na estreia da Copa. O resultado custou o cargo de Sabri Lamouchi, que havia sido contratado em janeiro e permaneceu apenas cinco jogos à frente da equipe.
Segundo informações da imprensa árabe, o valor acertado com Renard está alinhado aos salários que o treinador vinha recebendo em seus trabalhos recentes. Em sua última passagem pela seleção da Arábia Saudita, ele figurava entre os técnicos mais bem pagos da Ásia, com vencimentos estimados em cinco milhões de euros por ano.
A negociação com o treinador francês também prevê a possibilidade de renovação. Caso a Tunísia consiga avançar às oitavas de final, um novo contrato deverá ser discutido entre as partes, o que pode ampliar significativamente os custos da operação.
Enquanto investe para contratar um técnico de renome internacional, a Federação Tunisiana também terá despesas com a saída de Lamouchi. O ex-comandante da equipe deve receber uma indenização equivalente a cerca de três salários, estimada em aproximadamente R$ 575 mil.
Dessa forma, a mudança no comando técnico pode representar um desembolso superior a R$ 1,7 milhão em poucos dias, numa tentativa de manter viva a esperança de classificação da Tunísia no torneio.





