- Espanha, França e Inglaterra disputam duas vagas na final da Copa do Mundo de 2026.
- Espanha, França e Inglaterra disputam duas vagas na final da Copa do Mundo de 2026.
- Adidas e Nike forneceram os uniformes de 26 das 48 seleções do Mundial e agora dividem as quatro semifinalistas.
A Copa do Mundo de 2026 chega à semifinal com quatro potências do futebol em busca de uma vaga na decisão. Argentina, Espanha, França e Inglaterra disputam um lugar na grande final, mas os confrontos também colocam frente a frente duas das maiores rivais da indústria esportiva: Adidas e Nike.
Das quatro seleções semifinalistas, Argentina e Espanha utilizam uniformes da Adidas, enquanto França e Inglaterra são patrocinadas pela Nike. A disputa pelo título mundial também representa uma vitrine milionária para as duas gigantes do mercado de material esportivo.
A edição de 2026 entrou para a história por ser a primeira com 48 seleções participantes. Entre elas, 37 foram vestidas por apenas três fabricantes: Adidas, Nike e Puma. A Adidas liderou o ranking com 14 equipes (29,2%), seguida pela Nike, com 12 (25%), e pela Puma, com 11 (22,9%). As outras 11 seleções utilizaram uniformes de marcas como Umbro, Kappa, Kelme, Reebok, Jako, Marathon, Capelli, Saeta, Majid e 7Saber, evidenciando a diversidade de fornecedores presentes no maior torneio do futebol mundial.
Ainda assim, Adidas e Nike dominaram a competição. Juntas, as duas empresas forneceram material esportivo para 26 das 48 seleções participantes, reforçando a liderança das marcas no principal palco do futebol internacional.
A Argentina é um dos principais ativos da Adidas. A atual campeã do mundo renovou seu contrato com a fabricante alemã até 2038. Embora os valores oficiais não tenham sido divulgados, a imprensa argentina estima que o acordo renda pelo menos US$ 50 milhões por ano (cerca de R$ 278 milhões) à Associação do Futebol Argentino (AFA), tornando-o um dos contratos mais valiosos entre seleções nacionais. Além dos argentinos, a Adidas também vestiu Alemanha, Espanha, México, Bélgica e Japão, fechando o Mundial com 14 seleções patrocinadas.
Do lado da Nike, o maior contrato é com a Seleção Brasileira. A partir de 2027, o novo acordo renderá aproximadamente US$ 100 milhões por ano (cerca de R$ 557 milhões) à CBF, tornando-se o maior patrocínio entre seleções nacionais. A empresa também mantém acordos de peso com França e Inglaterra. Os franceses recebem cerca de € 50 milhões por temporada (aproximadamente R$ 320 milhões), enquanto os ingleses faturam € 37 milhões anuais (cerca de R$ 237 milhões). A Nike ainda garantiu um dos maiores movimentos do mercado ao assumir, a partir de 2027, o fornecimento de material esportivo da Alemanha em um contrato estimado em € 100 milhões por ano (cerca de R$ 640 milhões).
Além da visibilidade global, a Copa do Mundo também movimenta bilhões para a indústria esportiva. Relatórios da Deloitte destacam que grandes competições internacionais impulsionam as receitas comerciais, aumentam as vendas de produtos licenciados e fortalecem a presença global das marcas. Em 2025, a Adidas faturou mais de € 23 bilhões (cerca de R$ 147 bilhões), enquanto a Nike superou US$ 46 bilhões em receita anual (aproximadamente R$ 256 bilhões), consolidando o futebol como uma de suas categorias mais estratégicas em mercados ao redor do mundo.
Com duas seleções de cada marca ainda vivas na competição, a semifinal também representa uma disputa estratégica fora das quatro linhas. Além da corrida pelo título mundial, Adidas e Nike competem por visibilidade, fortalecimento de marca e retorno comercial em um dos eventos esportivos mais assistidos do planeta.
Independentemente de quem levante a taça, a decisão da Copa do Mundo de 2026 confirmará mais uma vez a hegemonia de Adidas e Nike no futebol mundial. A seleção campeã também deverá impulsionar a venda de camisas oficiais, chuteiras e outros produtos licenciados da marca fornecedora, ampliando a exposição global e o retorno financeiro do investimento. Mais do que vestir as finalistas, as duas gigantes disputam a liderança de uma indústria bilionária, na qual a Copa do Mundo representa a principal vitrine para fortalecer marcas, conquistar consumidores e gerar receitas em escala mundial.





