- A Concacaf manifestou oposição ao plano da FIFA de abrir espaço para investidores privados na exploração comercial da Copa do Mundo
- Em posicionamento divulgado nesta quarta-feira, a entidade afirmou que não foi consultada previamente sobre a proposta e criticou a forma como o projeto vem sendo conduzido
- Segundo a Concacaf, a iniciativa chegou ao conhecimento da confederação por meio de reportagens, o que, na avaliação da organização, evidencia falhas no processo de governança
A Concacaf manifestou oposição ao plano da FIFA de abrir espaço para investidores privados na exploração comercial da Copa do Mundo.
Em posicionamento divulgado nesta quarta-feira, a entidade afirmou que não foi consultada previamente sobre a proposta e criticou a forma como o projeto vem sendo conduzido.
Segundo a Concacaf, a iniciativa chegou ao conhecimento da confederação por meio de reportagens, o que, na avaliação da organização, evidencia falhas no processo de governança.
A organização defendeu que decisões com potencial de impacto sobre o futuro do futebol mundial sejam discutidas com transparência e submetidas às instâncias responsáveis antes de qualquer divulgação pública.
A manifestação aumenta a pressão sobre a direção da FIFA. A UEFA também demonstrou insatisfação com a proposta, questionando a possibilidade de comercialização de ativos ligados à Copa do Mundo.
De acordo com informações publicadas pelo jornal britânico The Guardian, a entidade máxima do futebol pretende criar uma empresa denominada FIFA Forward Enterprise (FFE), estimada em cerca de US$ 20 bilhões.
O objetivo seria negociar parte da participação no empreendimento para captar até US$ 4,2 bilhões, recursos que seriam destinados a programas de desenvolvimento do futebol.
O posicionamento ganha relevância porque o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, ocupa uma das vice-presidências da FIFA e integrou a organização da Copa do Mundo de 2026.
De acordo com o veículo britânico, a entidade máxima do futebol trabalha em conjunto com o banco norte-americano JP Morgan na estruturação da operação e escolheu a empresa Thrive Eternal para liderar o grupo de investidores interessados.
A companhia é comandada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.





