Copa do Mundo 2026

Copa de 2026 impulsiona receitas da FIFA com projeção de quase R$ 16 bilhões em arrecadação

Estimativa considera apenas os ganhos com bilheteria e serviços de hospitalidade no ciclo 2023-2026

Foto AP/Andre Penner

12 de julho de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Copa de 2026 impulsiona receitas da FIFA com projeção de quase R$ 16 bilhões em arrecadação
  • Estimativa considera apenas ganhos com bilheteria e serviços de hospitalidade no ciclo 2023-2026
  • FIFA projeta receitas totais de aproximadamente R$ 66,95 bilhões para o triênio

A Copa do Mundo de 2026 está em sua fase semifinal, mas já representa um novo cenário financeiro para a FIFA. A edição realizada nos Estados Unidos, México e Canadá tem uma projeção de receitas superior aos ciclos anteriores, impulsionada pelas mudanças no formato da competição.

A principal alteração está no número de participantes, que passou de 32 para 48 seleções. O Mundial também tem pela primeira vez três países como anfitriões, além de ampliar a quantidade de partidas, de 64 para 104 jogos. O calendário também foi estendido, passando de 29 para 39 dias de Copa, abrindo novas possibilidades comerciais para a entidade que comanda o futebol.

Com esse novo modelo, a FIFA ampliou a oferta de ingressos e adotou uma política de preços variáveis conforme a demanda. A expectativa inicial da entidade era alcançar uma arrecadação próxima de R$ 16 bilhões apenas com bilheteria e pacotes de hospitalidade durante o ciclo atual.

Para alcançar a projeção prevista no orçamento, a entidade precisava obter aproximadamente R$ 5 bilhões adicionais ao longo de 2026, valor influenciado pelo desempenho financeiro abaixo do esperado da Copa do Mundo de Clubes de 2025, que registrou arrecadação inferior à meta inicialmente projetada.

Os números finais da Copa de 2026 serão divulgados apenas em 2027, mas a tendência é que a arrecadação supere com folga o resultado registrado na Copa do Mundo do Catar. Em 2022, a FIFA obteve R$ 4,78 bilhões com bilheteria e hospitalidade, até então o maior valor alcançado pelo torneio nesses segmentos.

Outro fator relacionado ao crescimento das receitas é o volume de entradas disponibilizadas, com cerca de 6,7 milhões de ingressos colocados à venda para a edição de 2026. O número representa mais que o dobro da oferta realizada no Mundial anterior, quando aproximadamente 3,2 milhões de entradas foram comercializadas.

A política de preços também passou a ter papel importante na estratégia financeira da competição, com a adoção do sistema de valores dinâmicos permitindo ajustes conforme a procura dos torcedores. Jogos envolvendo seleções de maior interesse ou fases decisivas apresentaram alterações significativas nos preços ao longo das vendas.

A adoção desse modelo fez com que alguns valores fossem considerados elevados por parte dos torcedores durante a preparação para o torneio. A FIFA afirma que a prática acompanha métodos utilizados no setor de grandes eventos esportivos e de entretenimento nos mercados onde a competição acontece.

Além da comercialização de entradas, a FIFA manteve a operação de hospitalidade por meio de uma empresa especializada, com pacotes destinados a áreas VIP e experiências exclusivas durante o Mundial. A expectativa é que essa fonte de receita ultrapasse os R$ 1,25 bilhão registrados na Copa de 2022.

A arrecadação direta com ingressos também deve superar o desempenho anterior. Há quatro anos, essa receita chegou a R$ 3,53 bilhões, e o aumento da quantidade de entradas disponíveis, combinado aos valores praticados em 2026, amplia o potencial financeiro da atual edição.

A FIFA ainda ampliou sua participação no mercado secundário de ingressos. A plataforma oficial de revenda cobra uma taxa de 30% sobre cada transação realizada, percentual acima dos 10% ou menos aplicados em edições anteriores do Mundial. Nos Estados Unidos, não existe limite para os preços praticados na revenda, enquanto no México as regras estabelecem que os ingressos sejam negociados pelo valor original.

A estratégia adotada no mercado americano, entretanto, trouxe questionamentos legais de autoridades de Nova York e Nova Jersey, após reclamações relacionadas a informações fornecidas aos compradores sobre localização dos assentos.

Mesmo diante das críticas envolvendo preços e comercialização, a Copa do Mundo de 2026 representará o maior ciclo financeiro da história da FIFA. A entidade projeta receitas totais de aproximadamente R$ 66,95 bilhões entre 2023 e 2026, crescimento superior a 70% em comparação ao período anterior.

Desse montante, cerca de R$ 46,35 bilhões devem ser contabilizados somente em 2026, impulsionados principalmente pela realização do Mundial. A entidade ainda aguarda o fechamento dos números oficiais, mas a projeção indica que o resultado final pode superar as estimativas atuais.

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