Notícias

Copa do Mundo entra na era dos mega contratos de mídia após sucesso nos Estados Unidos

Sucesso de audiência da Copa de 2026 faz FIFA projetar arrecadação recorde com os direitos de transmissão de 2030 e 2034.

Foto: Getty Images

07 de julho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A FIFA pode arrecadar até US$ 3 bilhões (R$ 16,3 bilhões) com a venda dos direitos de transmissão das Copas de 2030 e 2034 nos Estados Unidos.
  • O sucesso de audiência da Copa do Mundo de 2026 fortaleceu o poder de negociação da entidade para o próximo ciclo comercial.
  • Netflix, Amazon, ESPN, Fox, NBC e Telemundo estão entre os grupos interessados na disputa pelos direitos do Mundial.

A Copa do Mundo de 2026 caminha para a fase de quartas de final, mas os bastidores da FIFA já estão voltados para o futuro. Embalada pelo enorme sucesso de audiência do torneio nos Estados Unidos, a entidade prepara a venda dos direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2030 e 2034 com expectativa de arrecadação recorde no principal mercado de mídia do planeta.

De acordo com o Front Office Sports, fontes ligadas às negociações afirmam que o leilão dos direitos da Copa do Mundo de 2030 nos Estados Unidos pode começar em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,42 bilhões), mais que o dobro dos US$ 485 milhões (cerca de R$ 2,63 bilhões) pagos pela Fox Sports pelo contrato atual. Especialistas do setor consideram que o acordo anterior ficou abaixo do valor de mercado e que o desempenho de audiência da edição de 2026 fortaleceu significativamente o poder de negociação da FIFA.

Além da Fox Sports e da Telemundo, gigantes da mídia como Netflix, Amazon Prime Video, ESPN e NBC Sports aparecem entre as empresas interessadas em disputar os direitos das próximas edições do Mundial. A tendência é que a concorrência entre emissoras tradicionais e plataformas de streaming impulsione ainda mais os valores da negociação.

O vice-presidente executivo da Octagon, Daniel Cohen, avalia que a FIFA pode optar por negociar em conjunto os direitos das Copas de 2030, que será disputada em Marrocos, Espanha e Portugal, e de 2034, na Arábia Saudita. Segundo o executivo, um acordo combinado pode alcançar até US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,26 bilhões) apenas no mercado norte-americano, impulsionado pelo crescimento da audiência, pela expansão do consumo digital e pelo interesse cada vez maior dos anunciantes.

Doug Perlman, diretor executivo da Sports Media Advisors, também acredita que a FIFA chega às negociações em posição extremamente favorável. Embora evite estimar valores, o especialista destaca que a força global da Copa do Mundo e a disputa entre grupos de mídia criam um ambiente propício para um contrato histórico.

Apesar do otimismo, o mercado também enxerga desafios para a edição de 2030. A realização do torneio em Marrocos, Espanha e Portugal reduzirá o número de partidas em horário nobre nos Estados Unidos devido ao fuso horário. Além disso, a competição deve marcar a ausência de alguns dos maiores ídolos da atual geração, como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar. Em contrapartida, nomes como Kylian Mbappé, Erling Haaland, Lamine Yamal e Jude Bellingham tendem a assumir o protagonismo do principal torneio de seleções do planeta.

Os resultados da Copa do Mundo de 2026 ajudam a explicar o otimismo da FIFA. A vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia-Herzegovina registrou média de 26,4 milhões de telespectadores na Fox, tornando-se a partida de futebol em inglês mais assistida da história da televisão norte-americana. Até as oitavas de final, mais de 103 milhões de pessoas acompanharam a cobertura do torneio nas plataformas da emissora, reforçando o Mundial como um dos ativos esportivos mais valiosos da indústria global de mídia.

Com as quartas de final se aproximando e a competição consolidando novos recordes de audiência, a FIFA vê o momento ideal para maximizar o valor comercial de seu principal produto. A expectativa é de que a disputa pelos direitos de transmissão inaugure um novo patamar financeiro para as Copas de 2030 e 2034, refletindo a crescente valorização do futebol no mercado norte-americano e no cenário global.

Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT