- A Copa do Mundo 2026 acumulou 47,9 milhões de menções nas redes sociais entre 11 de junho e 3 de julho, envolvendo mais de 29 milhões de usuários.
- Patrocinadores oficiais concentraram a maior parte da exposição, enquanto marcas sem contrato com a FIFA encontraram alternativas para ganhar relevância.
- Campanhas estreladas por atletas como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Lamine Yamal lideraram o engajamento entre as ativações comerciais do torneio.
A Copa do Mundo de 2026 consolidou sua força também no ambiente digital. Entre 11 de junho e 3 de julho, o torneio gerou 47,9 milhões de menções nas redes sociais, produzidas por mais de 29 milhões de pessoas, segundo levantamento da Onclusive. O volume de conversas reforça o Mundial como uma das maiores plataformas globais de exposição para marcas, patrocinadores e atletas.
O pico de repercussão ocorreu logo na abertura da competição. A partida entre México e África do Sul registrou 3,2 milhões de menções, desempenho superior ao do Super Bowl de 2026, que contabilizou cerca de 1,4 milhão de citações nas plataformas digitais.
A análise da Onclusive mostra que os parceiros comerciais da FIFA concentraram a maior fatia da participação nas conversas relacionadas às marcas. Entre os destaques está a Hisense, que ampliou sua presença por meio das ativações envolvendo o sistema de árbitro de vídeo (VAR).
A Adidas também figurou entre as empresas mais mencionadas durante o torneio. Além da bola oficial Trionda, que ultrapassou 1 milhão de interações nas redes sociais, a campanha “Backyard Legends”, estrelada por Lionel Messi, Jude Bellingham, Lamine Yamal, Timothée Chalamet e Bad Bunny, contribuiu para ampliar o alcance da marca.
Outra campanha de destaque foi a da DoorDash. O aplicativo de entregas promoveu uma ação com o rapper T-Pain e o jogador Tim Payne, alcançando aproximadamente 250 mil interações.
Fora da lista de patrocinadores
Mesmo fora da lista de patrocinadores oficiais, algumas empresas conseguiram gerar elevada repercussão. A EA Sports liderou entre as marcas sem vínculo direto com a FIFA, respondendo por 28,6% da participação nas conversas relacionadas aos patrocinadores nacionais, impulsionada pelo lançamento do EA Sports FC 26.
A Nike também apareceu entre os principais destaques. Embora não seja patrocinadora da Copa do Mundo, a empresa alcançou 12,46% de share of voice com a campanha “Rip the Script”, estrelada por Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé, Erling Haaland, LeBron James e Travis Scott.
As restrições comerciais impostas pela FIFA dentro dos estádios não impediram que outras marcas encontrassem formas de ganhar visibilidade. Empresas como SoFi, MetLife, Levi’s e Gillette desenvolveram campanhas paralelas para aproveitar o interesse gerado pelo torneio.
A Gillette viralizou ao divulgar um vídeo produzido com inteligência artificial em que operários simulavam “raspar” a fachada do estádio de Boston para revelar o logotipo da marca após o encerramento dos jogos na cidade. Já a Levi’s utilizou um grande tecido branco para preservar o formato característico de sua identidade visual no estádio de San Francisco, do qual detém os naming rights.
Entre os atletas, Cristiano Ronaldo liderou a participação nas campanhas publicitárias durante o Mundial, representando 12,7% das menções ao lado da Nike. Lamine Yamal apareceu em seguida, com 10,1%, impulsionado por uma campanha do McDonald’s que também contou com Ronaldinho Gaúcho. Lionel Messi completou o top 3, com 7,9% de participação, em ativações promovidas pela Adidas.





