- O presidente do PSG e da Qatar Sports Investments, Nasser Al-Khelaifi, passou a ser mencionado como um potencial candidato à presidência da FIFA na eleição prevista para o próximo ano
- O movimento ocorre em meio ao descontentamento de dirigentes com Infantino, especialmente após confirmação de projeto que prevê a venda de participação nos ativos comerciais da Copa
- A proposta provocou reações de entidades ligadas ao futebol europeu, que defendem maior participação nas decisões relacionadas ao principal torneio da modalidade
O presidente do Paris Saint-Germain (PSG) e da Qatar Sports Investments (QSI), Nasser Al-Khelaifi, passou a ser mencionado nos bastidores do futebol europeu como um potencial candidato à presidência da FIFA na eleição prevista para o próximo ano. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Telegraph.
O movimento ocorre em meio ao descontentamento de dirigentes europeus com a gestão de Gianni Infantino, especialmente após a apresentação de um projeto que prevê a venda de participação nos ativos comerciais da Copa do Mundo.
A proposta provocou reações de entidades ligadas ao futebol europeu, que defendem maior participação nas decisões relacionadas ao principal torneio da modalidade.
Segundo a publicação, a UEFA convocou uma reunião de emergência para discutir possíveis medidas diante do plano apresentado pela FIFA. Entre os temas debatidos estariam alternativas políticas para reduzir a influência de Infantino e até mesmo a possibilidade de ações mais contundentes em relação ao Mundial.
Al-Khelaifi ocupa posições de destaque no futebol internacional. Além de comandar o PSG desde 2011 e presidir a Qatar Sports Investments, também lidera o grupo de mídia beIN Media Group, responsável pela transmissão de competições como a Copa do Mundo e a Liga dos Campeões em diversos países.
Apesar das especulações, um representante do dirigente negou qualquer intenção de disputar o comando da FIFA. Em declaração ao The Telegraph, afirmou que Al-Khelaifi não pretende concorrer ao cargo e que seguirá apoiando as instituições do futebol mundial e europeu.
No cenário institucional, o dirigente preside a European Club Football (ECF), organização que representa mais de 850 clubes europeus, integra o Comitê Executivo da UEFA e também participa das reuniões do Conselho da Fifa como representante da entidade continental.
Na quarta-feira, a ECF divulgou um comunicado demonstrando preocupação com a proposta apresentada pela Fifa para os ativos comerciais da Copa do Mundo.
A entidade criticou a ausência de consultas prévias aos principais atores do futebol e defendeu um processo mais transparente, com a participação de federações, ligas, clubes, jogadores e demais representantes do esporte nas discussões sobre mudanças de grande impacto.





