- A fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery foi suspensa temporariamente pela Justiça dos Estados Unidos
- A medida impede novos avanços na operação enquanto é analisada a ação movida por um grupo de procuradores-gerais estaduais que busca bloquear o negócio
- A ordem foi emitida pela juíza distrital Araceli Martínez-Olguín, da Califórnia, após audiência realizada na última sexta-feira (17), em Oakland
A fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery foi suspensa temporariamente pela Justiça dos Estados Unidos. A medida, válida por 14 dias a partir desta segunda-feira (20), impede novos avanços na operação de US$ 112 bilhões enquanto é analisada a ação movida por um grupo de procuradores-gerais estaduais que busca bloquear o negócio.
A ordem foi emitida pela juíza distrital Araceli Martínez-Olguín, da Califórnia, após audiência realizada na última sexta-feira (17), em Oakland. A decisão estabelece uma pausa temporária no processo de integração das empresas enquanto o caso segue em análise.
A ação foi apresentada na semana passada por 12 procuradores-gerais estaduais, liderados por Rob Bonta, da Califórnia. O grupo contesta a legalidade da operação, mesmo após a fusão ter recebido autorização do Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos durante o governo Donald Trump.
Se aprovada, a transação reunirá ativos como os estúdios Paramount Pictures e Warner Bros., a rede CBS, canais de televisão por assinatura como CNN, TNT, MTV e BET, além das plataformas de streaming Paramount+ e HBO Max.
Segundo Jeffrey Kessler, principal advogado da Paramount, a medida judicial foi solicitada após a empresa comunicar sua intenção de concluir a operação nesta quarta-feira (22), data em que também espera obter as autorizações regulatórias pendentes.
Após o período de 14 dias, os estados poderão solicitar uma nova ordem de restrição ou uma liminar preliminar, o que poderá prolongar ainda mais a disputa judicial e atrasar a conclusão da operação.
O acordo também segue sob análise das autoridades regulatórias da União Europeia e do Reino Unido, que estabeleceram igualmente a quarta-feira (22) como novo prazo provisório para suas avaliações.
Apesar da suspensão temporária, a Paramount mantém a expectativa de concluir a fusão até o fim de setembro. Caso o fechamento seja adiado além desse prazo, a companhia poderá enfrentar custos adicionais previstos no contrato, incluindo um pagamento trimestral equivalente a US$ 0,25 por ação aos acionistas da Warner Bros. Discovery, valor estimado em cerca de US$ 650 milhões por trimestre.
O contrato também prevê uma taxa de rescisão de US$ 7 bilhões caso a operação seja cancelada em razão de obstáculos regulatórios.
Na ação, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, classificou a fusão como “ilegal”, afirmando que a combinação das empresas poderá reduzir a concorrência, elevar preços e diminuir a oferta de conteúdo para consumidores e distribuidores.
Segundo os estados autores do processo, a empresa resultante controlaria aproximadamente um terço da produção cinematográfica e da programação da TV por assinatura nos Estados Unidos.
A Paramount, por sua vez, sustenta que a fusão é pró-competitiva e argumenta que a operação fortalecerá sua capacidade de competir em um mercado de mídia cada vez mais concentrado e dominado pelas plataformas de streaming.





