- A queda do Brasil para a Noruega alimentou as discussões sobre a possibilidade de Neymar ter disputado sua última Copa do Mundo.
- Mesmo com participação limitada em campo, o atacante permaneceu como o principal nome da Seleção em alcance digital e interesse comercial.
- Após a eliminação, a maioria das marcas ligadas ao jogador evitou manifestações nas redes sociais.
A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, abriu espaço para um dos principais debates do futebol nacional: o futuro de Neymar com a camisa do Brasil. Aos 34 anos, o atacante chegou ao Mundial cercado por expectativas e agora vê crescer a incerteza sobre uma eventual participação na edição de 2030, quando terá 38 anos.
A discussão ganha força porque o camisa 10 teve presença discreta dentro de campo durante o torneio. Recuperado recentemente de problemas físicos, Neymar iniciou o duelo decisivo contra a Noruega no banco de reservas e entrou apenas na etapa final, quando o Brasil já enfrentava dificuldades para buscar a classificação.
Os dois gols noruegueses, comandados por Erling Haaland, aconteceram enquanto o atacante brasileiro já estava em campo. Nos acréscimos, Neymar ainda converteu um pênalti, diminuindo o placar para 2 a 1.
Apesar do desfecho, o peso do jogador para a imagem da Seleção permanece evidente. Antes mesmo do início da Copa, seu retorno à equipe comandada por Carlo Ancelotti dominou o noticiário esportivo e movimentou patrocinadores.
Na convocação oficial para o Mundial, Neymar reunia cerca de 230 milhões de seguidores no Instagram. Mesmo atuando pouco durante a competição, sua base cresceu para quase 239 milhões de inscritos, consolidando o atacante como o brasileiro mais influente do futebol nas redes sociais.
O alcance digital também reforçou seu valor para o mercado publicitário. Diversas empresas aproveitaram a convocação para lançar campanhas com o jogador e associar suas marcas ao retorno do principal astro da Seleção.
Após a eliminação, porém, o cenário mudou. Assim como ocorreu com patrocinadores da própria CBF, a maior parte das empresas ligadas a Neymar optou por não publicar conteúdos relacionados à derrota.
Entre as parceiras que haviam explorado a imagem do atacante antes e durante a Copa, marcas como Aiwa, Puma e Red Bull evitaram novas ativações depois da eliminação. Algumas delas haviam destacado, dias antes, a expectativa pela participação do camisa 10 na partida contra a Noruega.
A Canção Alimentos seguiu um caminho diferente. A empresa publicou conteúdos lamentando a eliminação brasileira em sua série digital, embora sem citar Neymar diretamente. No mesmo dia da partida, a marca havia divulgado uma campanha estrelada pelo atacante para promover sua linha de snacks.
O próprio Santos, clube do jogador, registrou nas redes sociais o momento em que Neymar entrou em campo, mas não voltou a abordar o tema após o apito final. Já o Mercado Livre, fornecedor oficial da Copa do Mundo de 2026, publicou conteúdo relacionado ao confronto, sem realizar uma ativação específica envolvendo o camisa 10.





