- Entenda o motivo por trás das fotos de Olise no Instagram
- Atacante republicou registros de fotógrafo que não conseguiu credenciamento para acompanhar a Copa do Mundo nos estádios
- Imagens com estética retrô foram criadas a partir de uma alternativa encontrada por profissional impedida de fazer a cobertura presencial dos jogos
Uma mudança no perfil de Michael Olise nas redes sociais chamou a atenção durante a Copa do Mundo de 2026. O atacante da seleção francesa e do Bayern de Munique arquivou as fotos publicadas anteriormente no Instagram e manteve apenas registros recentes, todos feitos pelo fotógrafo alemão Lukas Korschan.
A decisão do jogador ganhou repercussão porque as imagens seguem uma identidade visual diferente do padrão tradicional das fotografias esportivas. A escolha de Olise está relacionada a um trabalho que nasceu fora da cobertura oficial do Mundial e que passou a circular nas redes sociais pela estética criada a partir de uma limitação de acesso.
Korschan desenvolveu suas imagens inspirado no estilo da fotógrafa francesa Florence Pernet, que não recebeu credenciamento para acompanhar a Copa de 2026 dentro dos estádios. Sem autorização para entrar nas arenas, ela encontrou uma alternativa para registrar sua visão da competição: fotografou a transmissão dos jogos pela televisão utilizando uma câmera profissional.
O método resultou em imagens com características visuais associadas à fotografia retrô, com elementos como pixels, distorções e efeitos de movimento. O formato rapidamente chamou atenção nas redes sociais e passou a ser compartilhado por diferentes públicos ligados ao futebol.
Ao retirar as publicações anteriores e transformar seu perfil em um espaço dedicado aos registros feitos por Korschan, Olise também ajudou a ampliar o alcance do trabalho desenvolvido por Pernet. A circulação das imagens fez com que algumas pessoas atribuíssem a autoria das fotos ao profissional alemão, quando parte da inspiração vinha da fotógrafa francesa.
A iniciativa funcionou como uma forma de reconhecimento a profissionais que, mesmo fora da cobertura oficial de um torneio global, encontraram novas maneiras de contar histórias relacionadas ao futebol. Florence explicou que, apesar de não ter acesso aos estádios, buscava apresentar uma perspectiva própria dos jogos.
“Não tenho credenciamento, mas tenho a minha TV e a minha própria visão”, escreveu ao publicar as imagens.
A fotógrafa também reconheceu o trabalho das equipes responsáveis pelas transmissões televisivas, que possibilitaram a criação das imagens. A proposta ganhou repercussão entre fotógrafos, torcedores e jogadores, que passaram a acompanhar o estilo desenvolvido durante a competição.
O movimento de Olise ampliou o alcance dos trabalhos de Korschan e Pernet e também chamou atenção de outras organizações ligadas ao futebol. A Federação Portuguesa de Futebol, por exemplo, publicou registros feitos por Florence com Cristiano Ronaldo e outros atletas da seleção portuguesa.
Olise preserva autonomia e rejeita patrocínios
A escolha também acompanha o comportamento do jogador da seleção francesa fora dos padrões tradicionais de exposição nas redes sociais. Olise já afirmou que mantém uma relação orgânica com seus posts e recentemente revelou que recusou propostas de marcas para patrocínio de chuteiras para preservar a liberdade de escolher o modelo que utiliza.
O atacante explicou que prefere definir suas próprias escolhas, inclusive relacionadas às cores do calçado, buscando combinações com elementos do uniforme, como meiões, shorts ou a camisa da seleção francesa e do Bayern de Munique. A postura reforça uma imagem de jogador que mantém uma relação mais pessoal com sua presença digital e suas decisões fora dos gramados.







