Copa do Mundo 2026

Entidades intensificam combate à transmissão pirata na Copa do Mundo 2026

Organização do setor publicitário atua ao lado de autoridades para bloquear receitas de sites irregulares

Foto: Jamie Squire/Getty Images

01 de julho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Entidades intensificam combate à transmissão pirata na Copa do Mundo 2026
  • Organização do setor publicitário atua ao lado de autoridades para bloquear receitas de sites irregulares
  • Sistema de monitoramento identificou e desmonetizou 1.376 domínios ligados à pirataria

A ofensiva contra transmissões ilegais da Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo nesta semana. Uma ação coordenada pelo Grupo de Responsabilidade e Confiabilidade (TAG) retirou a receita publicitária de 1.376 sites que exibiam partidas do torneio sem autorização, ampliando o cerco às plataformas que exploram conteúdos protegidos por direitos de transmissão.

A medida, anunciada nesta quarta-feira (1º), ocorre poucos dias após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apreender cerca de 400 domínios envolvidos na exibição não autorizada de jogos do Mundial de seleções. As duas iniciativas reforçam a atuação conjunta entre entidades do setor publicitário, autoridades e detentores de direitos para reduzir a atuação de páginas voltadas à pirataria digital.

O sistema de denúncias mantido pela TAG atua como um mecanismo de identificação antecipada de sites irregulares, permitindo interromper rapidamente suas fontes de financiamento por meio da publicidade digital.

Segundo Rachel Nyswander Thomas, diretora de operações da entidade, esse monitoramento é um dos principais instrumentos utilizados pela organização.

“Eventos globais como a Copa do Mundo são alvos principais de criminosos que tentam interceptar verbas publicitárias legítimas roubando conteúdo popular”, declarou.

Para colocar a estratégia em prática, a TAG elaborou uma lista com domínios identificados por distribuir transmissões piratas e compartilhou essas informações com empresas que integram a cadeia da publicidade digital.

A partir desse processo, os pagamentos destinados a essas páginas foram bloqueados. Ao todo, 1.376 sites deixaram de receber receitas provenientes de anúncios.

Nos Estados Unidos, a investigação foi conduzida pelo Departamento de Justiça com apoio do Centro Nacional de Coordenação de Direitos de Propriedade Intelectual.

A operação também contou com informações fornecidas pela Fifa, pelo beIN Media Group, pela Warner Brothers e por outros detentores de direitos de transmissão. Entre os principais alvos estavam domínios hospedados ou operados em países como Bulgária, Colômbia, Croácia, Peru, Polônia e Romênia.

“Apreendemos centenas de domínios usados para transmitir partidas ilegalmente com fins lucrativos”, disse o procurador-geral adjunto A. Tysen Duva.

As medidas fazem parte de uma estratégia permanente adotada por entidades esportivas, empresas de mídia e órgãos públicos para reduzir o alcance da pirataria digital. O objetivo é dificultar tanto a distribuição irregular de conteúdo quanto as formas de financiamento que sustentam esse tipo de operação.

O tema voltou a ganhar destaque recentemente com o encerramento das atividades do Streameast, apontado como uma das maiores plataformas de transmissões ilegais do mundo.

A operação foi conduzida pela Aliança para a Criatividade e o Entretenimento (ACE), coalizão formada por empresas como Amazon, Apple TV+, Netflix e Paramount, ampliando a pressão internacional sobre serviços que operam fora das regras de licenciamento de conteúdo.

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