Patrocínio

Esporte feminino amplia investimentos e registra avanço em patrocínios e audiência

Relatório aponta crescimento dos contratos exclusivos para mulheres e ressalta o impacto das redes sociais na expansão da modalidade

Foto: Reuters/ Benoit Tessier

20 de julho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • O mercado do esporte feminino segue em expansão e apresenta crescimento consistente em investimentos, audiência e presença digital
  • É o que indica o relatório da GlobalData, que destaca o avanço dos contratos de patrocínio exclusivos para modalidades e atletas mulheres entre 2020 e 2025
  • Segundo o estudo, o número de acordos de patrocínio voltados exclusivamente ao esporte feminino cresceu 103% no período analisado

O mercado do esporte feminino segue em expansão e apresenta crescimento consistente em investimentos, audiência e presença digital.

É o que indica o relatório Strategic Intelligence: Women in Sport 2026, da GlobalData, que destaca o avanço dos contratos de patrocínio exclusivos para modalidades e atletas mulheres entre 2020 e 2025.

Segundo o estudo, o número de acordos de patrocínio voltados exclusivamente ao esporte feminino cresceu 103% no período analisado. Além disso, o valor médio desses contratos registrou alta de 15,5%, refletindo o aumento do interesse de marcas e empresas pelo segmento.

Entre os principais exemplos de parcerias comerciais citados pela GlobalData estão o acordo entre a Mercedes-Benz e a Associação de Tênis Feminino (WTA), além do patrocínio do Barclays Bank à Women’s Super League (WSL), principal competição de futebol feminino da Inglaterra.

O relatório também destaca contratos individuais de atletas, como os firmados por Naomi Osaka com a Nike e Coco Gauff com a New Balance.

A publicação identifica a Champions League Feminina de 2025 e a última Copa do Mundo Feminina de Rugby como eventos decisivos para impulsionar a modalidade em escala global.

De acordo com a análise, as competições representam duas plataformas para aumentar a visibilidade, acelerar o investimento profissional e ajudar a estabelecer novos padrões de público, alcance de transmissão e crescimento comercial no esporte feminino.

Os números da Copa do Mundo Feminina de Rugby reforçam essa tendência. O torneio registrou crescimento de 330% na receita em relação à edição anterior, alcançou 147 milhões de horas de exibição em todo o mundo e superou a marca de um bilhão de impressões nas redes sociais.

A competição também estabeleceu um novo recorde de público, com mais de 440 mil ingressos comercializados, mais que o triplo do registrado no torneio anterior.

Apesar do avanço, o relatório ressalta que ainda existe uma significativa desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte. A GlobalData atribui esse cenário à insuficiência de investimentos de longo prazo, à cobertura midiática desigual e à menor geração de receitas comerciais em comparação às competições masculinas.

No ambiente digital, o estudo aponta que as redes sociais têm desempenhado papel importante na ampliação da visibilidade das modalidades femininas.

“O esporte feminino está passando por uma rápida aceleração digital, impulsionada por histórias contadas pelas próprias atletas, pelo crescimento de plataformas de streaming e ecossistemas de melhores momentos voltados para o público feminino e por um público mais jovem que descobre o esporte principalmente pelas redes sociais”, declarou Olivia Snooks, analista esportiva da GlobalData.

A especialista também destaca mudanças na forma de consumo de conteúdo esportivo. Segundo a análise, no TikTok e no Instagram, em particular, as ligas e equipes femininas estão gerando um crescimento de visualizações de vídeos em um ritmo mais acelerado do que as entidades masculinas, indicando uma mudança na forma como as bases de fãs são construídas e como a atenção é capturada globalmente.

O levantamento ainda aponta que, em 2025, a WNBA liderou a produção de conteúdo em formato curto nas plataformas Instagram e TikTok. A liga publicou cerca de mil vídeos a mais no Instagram do que a segunda colocada no ranking, a WTA.

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