Tecnologia

Estádios da Série A precisam de impedimento semiautomático para receber jogos do Brasileirão

Sistema será instalado nas arenas da elite nacional e terá custos bancados pela entidade brasileira

Foto: Mineirão/Divulgação

09 de julho de 2026

4 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • CBF define que estádios da Série A precisam ter tecnologia de impedimento semiautomático para receber jogos do Brasileirão
  • Sistema será instalado nas arenas da elite nacional e terá custos bancados pela entidade brasileira
  • Clubes que desejarem contar com mais de uma opção de estádios terão que instalar a o sistemas em locais alternativos, caso do Palmeiras e da Arena Crefisa Barueri

A implementação do impedimento semiautomático no futebol brasileiro está próxima de entrar em funcionamento. A CBF definiu que partidas da Série A do Campeonato Brasileiro deverão ser realizadas apenas em estádios que tenham a estrutura necessária para receber a tecnologia.

A nova regra impactará os clubes que precisarem utilizar arenas alternativas durante a competição. Caso uma equipe não consiga atuar em seu estádio principal, o local escolhido para receber o confronto também precisará contar com o sistema instalado. Ainda não existe uma data oficial para o início da operação, mas o processo de implementação está em fase final.

A entidade nacional trabalha para limitar os locais de jogos da primeira divisão aos estádios preparados para a utilização da ferramenta. A medida faz parte da preparação para a chegada da tecnologia, que será usada como apoio às decisões envolvendo lances de impedimento.

As câmeras do sistema estão sendo instaladas nos 19 estádios utilizados pelos 20 clubes da elite do futebol brasileiro, considerando que o Maracanã recebe partidas com mando de Flamengo e Fluminense. A instalação da estrutura será custeada pela própria CBF.

A Arena Crefisa Barueri, conhecida por ser uma das opções de mando do Palmeiras em determinados momentos da temporada, receberá a instalação do sistema de impedimento semiautomático. Como o Nubank Parque terá uma agenda com diversos eventos no segundo semestre, o Verdão decidiu assumir os custos para incluir a tecnologia no estádio de Barueri.

O São Paulo também terá que seguir os novos critérios. Caso o Morumbi esteja indisponível por conta de eventos, o clube não poderá utilizar o Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pois, inicialmente, o estádio do Guarani não receberá a tecnologia. Uma alternativa ao Tricolor será a utilização do estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, que pertence ao Red Bull Bragantino.

Como funciona a tecnologia do impedimento semiautomático?

Enquanto isso, jogos das categorias de base serão utilizados nos próximos dias para testar o funcionamento da tecnologia. A CBF e a Genius, empresa responsável pelo fornecimento do sistema, ainda trabalham nas etapas finais de instalação antes da utilização oficial nas partidas da Série A.

A estrutura instalada nos estádios conta com 27 dispositivos móveis (Iphones) de alta tecnologia posicionados em diferentes áreas das arquibancadas. Esses equipamentos capturam imagens do confronto e permitem a criação de uma representação virtual do jogo, analisada por inteligência artificial e pelos árbitros responsáveis pelo VAR em cada duelo.

O planejamento prevê uma atualização futura para modelos 17 Pro assim que eles estiverem disponíveis. Distribuídos ao redor do estádio, os aparelhos registram os embates em resolução 4K e com capacidade de 100 frames por segundo, possibilitando que o sistema construa uma reprodução tridimensional do campo e dos movimentos realizados durante os lances.

Com essa reconstrução digital, a ferramenta acompanha em tempo real milhares de pontos do corpo dos atletas e a posição da bola. O sistema identifica automaticamente o momento do passe e os jogadores envolvidos na jogada analisada.

A tecnologia também permite avaliar qual parte do corpo de cada jogador está mais próxima da linha de fundo, mesmo quando essa referência muda entre diferentes imagens, como uma alteração entre ombro e pé. Apesar de apresentar índice de acerto de 97,8%, o mecanismo ainda depende da validação dos árbitros e não substitui a decisão humana.

Testes realizados na Premier League indicaram um funcionamento próximo da automação completa, com intervenções manuais necessárias apenas em situações específicas, principalmente para ajustar o ponto exato do contato com a bola durante as revisões.

A expectativa da CBF é que o sistema reduza o tempo de análise dos impedimentos durante as partidas. A experiência do futebol inglês aponta que, entre a marcação de um gol e a retomada do jogo após a checagem, o intervalo médio fica próximo de 66 segundos.

Foto: Staff Images/CBF
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