- A campanha dos Estados Unidos na Copa do Mundo resultou em uma premiação de US$ 16 milhões (cerca de R$ 82,6 milhões) paga pela FIFA à federação norte-americana
- Mesmo com a eliminação nas oitavas de final diante da Bélgica, a equipe assegurou um modelo de distribuição dos recursos que contempla igualmente homens e mulheres
- Metade da parcela destinada aos atletas será reservada aos 26 jogadores que disputaram o torneio, enquanto o restante ficará destinada à seleção feminina, que joga a Copa em 2027
A campanha dos Estados Unidos na Copa do Mundo resultou em uma premiação de US$ 16 milhões (cerca de R$ 82,6 milhões) paga pela FIFA à federação norte-americana.
Mesmo com a eliminação nas oitavas de final diante da Bélgica, a equipe assegurou um modelo de distribuição dos recursos que contempla igualmente homens e mulheres.
Pelas regras adotadas pela U.S. Soccer, metade da parcela destinada aos atletas será reservada aos 26 jogadores que disputaram no torneio, enquanto o restante ficará destinado à seleção feminina na Copa do Mundo de 2027.
O sistema faz parte dos acordos coletivos assinados em 2022 entre a federação e as seleções nacionais. Os contratos estabeleceram um modelo de igualdade na distribuição das premiações obtidas em Copas, encerrando uma longa disputa por equiparação salarial liderada pela equipe feminina.
Pelo acordo, a U.S. Soccer retém 20% dos valores pagos pela FIFA, enquanto os 80% restantes são repartidos de forma igual entre as seleções masculina e feminina classificadas para seus respectivos Mundiais. Com isso, cada grupo terá direito a US$ 6,4 milhões, o equivalente a aproximadamente US$ 246 mil para cada atleta.
A parcela destinada à seleção feminina permanecerá aplicada até a definição da lista final de convocadas para a Copa do Mundo de 2027. Como a equipe ainda não garantiu classificação, o pagamento dependerá primeiro da conquista da vaga nas eliminatórias da Concacaf. As norte-americanas enfrentam El Salvador nas quartas de final da competição, em confronto decisivo marcado para novembro.
Enquanto o elenco feminino não é definido, os recursos permanecerão rendendo em uma aplicação financeira. Os juros acumulados serão posteriormente distribuídos de forma igual entre os 52 atletas contemplados pelo acordo, repetindo o mesmo procedimento previsto para a premiação da Copa do Mundo Feminina de 2027.
Além da divisão das premiações, a federação americana também prevê um bônus de US$ 10 mil por partida de Copa do Mundo disputada, pago tanto aos jogadores da seleção masculina quanto às atletas da equipe feminina, independentemente do resultado em campo.
A FIFA ainda não anunciou oficialmente os valores que serão distribuídos às seleções na Copa do Mundo Feminina de 2027. O presidente da entidade, Gianni Infantino, já declarou anteriormente que pretende equiparar as premiações dos Mundiais masculino e feminino, embora o prêmio da Copa de 2026 tenha sido ampliado significativamente após a expansão do torneio de 32 para 48 seleções.
Segundo a própria entidade, os valores destinados ao Mundial masculino foram reajustados após aprovação durante o Congresso da entidade realizado em Vancouver, embora os novos montantes detalhados ainda não tenham sido divulgados oficialmente.
Já na Copa do Mundo Feminina de 2023, a organização distribuiu US$ 110 milhões em premiações, valor superior aos US$ 30 milhões pagos na edição de 2019.





