Indústria

FIA discute mudanças nos motores e no fornecimento de equipes da F1

Entidade avalia retorno dos V8 e modelo independente de fornecimento para o próximo ciclo técnico da categoria

Foto: Reprodução

10 de julho de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estuda uma ampla reformulação no regulamento técnico da Fórmula 1 para o ciclo previsto a partir de 2031
  • Entre as propostas em discussão estão a adoção de motores V8 aspirados e a criação de um modelo independente de fornecimento de unidades de potência para equipes clientes
  • A iniciativa busca reduzir os custos de desenvolvimento, diminuir o peso dos carros e simplificar a arquitetura dos motores

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estuda uma ampla reformulação no regulamento técnico da Fórmula 1 para o ciclo previsto a partir de 2031.

Entre as propostas em discussão estão a adoção de motores V8 aspirados, associados a um sistema híbrido simplificado, e a criação de um modelo independente de fornecimento de unidades de potência para equipes clientes.

A iniciativa busca reduzir os custos de desenvolvimento, diminuir o peso dos carros e simplificar a arquitetura dos motores. A proposta é defendida pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, e pelo CEO da F1, Stefano Domenicali, que vêm discutindo alternativas para tornar a categoria mais sustentável financeiramente no longo prazo.

Outro ponto considerado pela entidade é a relação entre equipes que compartilham o mesmo fornecedor de motores. A adoção de um sistema de fornecimento por terceiros reduziria a dependência entre montadoras e equipes clientes, alterando o modelo atualmente utilizado no campeonato.

O debate ganhou força após manifestações sobre as parcerias existentes na categoria. Entre elas está a carta enviada pelo CEO da McLaren, Zak Brown, à FIA, na qual o dirigente voltou a questionar a proximidade entre equipes vinculadas ao mesmo grupo empresarial, com destaque para a estrutura formada por Red Bull e Racing Bulls.

O fornecimento de motores por empresas independentes deixou de fazer parte da Fórmula 1 com o início da era híbrida, em 2014. Até então, fabricantes como a Cosworth abasteciam equipes sem vínculo direto com montadoras. A complexidade e os elevados custos das atuais unidades de potência inviabilizaram esse modelo.

No cenário atual, a Mercedes fornece motores para McLaren, Williams e Alpine. A Red Bull Powertrains auxilia Red Bull e Racing Bulls, enquanto a Ferrari equipa Haas e Cadillac.

Audi e Aston Martin disputarão a categoria como equipes de fábrica, e a Cadillac trabalha para produzir seus próprios motores a partir de 2029.

As propostas ainda estão em fase de avaliação e integram as discussões sobre o regulamento técnico que deverá orientar a Fórmula 1 na próxima década.

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