Copa do Mundo 2026

FIFA reavaliará pausas para hidratação na Copa após críticas de torcedores e emissoras

Medida adotada durante o Mundial de 2026 será analisada pela entidade ao fim do torneio

Foto: Getty

21 de julho de 2026

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As pausas obrigatórias para hidratação implementadas pela FIFA na Copa do Mundo de 2026 entrarão na pauta de avaliação da entidade após o encerramento da competição. Adotado em todos os jogos, o protocolo prevê uma interrupção de aproximadamente três minutos durante cada tempo de partida e foi apresentado como uma medida voltada à preservação da saúde dos atletas.

Apesar do objetivo, a iniciativa gerou reações distintas ao longo do torneio. Em alguns estádios, as paralisações foram recebidas com vaias por parte do público, enquanto técnicos também demonstraram posições divergentes sobre o impacto da interrupção no andamento das partidas.

Responsável pelo desenvolvimento global do futebol na FIFA, Arsène Wenger reconheceu que a medida não foi unanimidade e confirmou que seus efeitos serão analisados ao término do Mundial.

O dirigente afirmou que, até o momento, não identifica influência direta das paralisações sobre o desempenho das equipes, mas destacou que a experiência do público também será considerada na avaliação.

“Não me pareceu que isso tenha alterado os resultados, mas estamos aqui para servir as pessoas que assistem futebol e chegaremos a conclusões depois”, destacou.

Além das discussões esportivas, o protocolo também abriu espaço para análises comerciais. Especialistas observaram que as interrupções criaram novas janelas para inserções publicitárias durante as transmissões. Segundo a BBC Sport, um comercial de 30 segundos durante a Copa do Mundo custou entre US$ 200 mil e US$ 300 mil, valor que chegou a US$ 750 mil em partidas da seleção dos Estados Unidos e nas fases decisivas da competição.

Técnicos divergem sobre a medida

Entre os treinadores, as opiniões também ficaram divididas. O inglês Thomas Tuchel criticou o protocolo, argumentando que as pausas alteram a dinâmica natural do jogo. Para o comandante da Inglaterra, elas “interrompem e mudam a identidade de uma partida de futebol”.

Já o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, defendeu a iniciativa sob a perspectiva da preparação física e da proteção aos atletas.

“Estou sempre interessado na saúde dos meus jogadores. Acho que é a medida certa, uma pausa, para descansar e depois continuar”, finalizou.

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