- A suspensão do cartão vermelho de Folarin Balogun passou a gerar questionamentos sobre a condução da FIFA durante a Copa do Mundo de 2026.
- Um grupo de 72 eurodeputados e a ONG FairSquare solicitaram investigações envolvendo o presidente da entidade, Gianni Infantino.
- O episódio ganhou repercussão após Donald Trump afirmar que pediu a revisão da punição aplicada ao atacante dos Estados Unidos.
A suspensão do cartão vermelho de Folarin Balogun, antes das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, ampliou a pressão sobre o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Além da repercussão provocada pela decisão inédita envolvendo uma expulsão em Mundiais, o dirigente agora é alvo de questionamentos por parte de parlamentares europeus e de uma organização internacional de direitos humanos.
Nesta sexta-feira (10), um grupo de 72 eurodeputados encaminhou uma carta aos presidentes das 27 federações nacionais da União Europeia filiadas à FIFA solicitando esclarecimentos sobre o episódio. O documento pede que seja apurado se houve participação de Infantino ou influência do governo dos Estados Unidos no processo que resultou na liberação do atacante norte-americano para enfrentar a Bélgica.
No texto, os parlamentares afirmam que as associações nacionais têm responsabilidade na fiscalização da governança da entidade máxima do futebol e defendem que eventuais violações das regras sejam devidamente investigadas.
O caso ganhou ainda mais repercussão após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter telefonado para Gianni Infantino pedindo a revisão da punição aplicada ao jogador. O presidente da FIFA, por outro lado, sustentou que a decisão foi tomada por um tribunal independente da entidade e negou qualquer interferência pessoal.
Com a suspensão anulada, Balogun esteve em campo nas oitavas de final, mas a seleção norte-americana acabou eliminada após derrota por 4 a 1 para a Bélgica.
Além da iniciativa dos parlamentares, a organização FairSquare informou que apresentará uma denúncia ao Comitê Olímpico Internacional (COI) contra Infantino. A entidade argumenta que o dirigente teria descumprido princípios de neutralidade política previstos pelo movimento olímpico.
Em comunicado, a organização afirmou que levará ao COI questionamentos sobre o que classifica como repetidas violações das regras de neutralidade política por parte do presidente da FIFA.
Infantino integra o Comitê Olímpico Internacional desde 2020. A FairSquare já havia acionado anteriormente o comitê de ética da FIFA ao contestar a concessão do Prêmio da Paz da entidade a Donald Trump, iniciativa que recebeu apoio da Federação Norueguesa de Futebol e de dezenas de parlamentares europeus.





