Copa do Mundo 2026

Legados da Copa expõem diferentes estágios do futebol em Estados Unidos, Canadá e México

Após sediar o Mundial de 2026, cada país encerra o torneio com desafios distintos para transformar o impacto da competição em crescimento esportivo, comercial e institucional

Foto: Getty Images

19 de julho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Copa do Mundo de 2026 deixou desafios distintos para Estados Unidos, Canadá e México após o encerramento do torneio.
  • México aposta no fortalecimento da seleção, Canadá investe em identidade e estrutura, enquanto os EUA voltam a discutir seu modelo de formação.
  • Copa Ouro de 2027 surge como o próximo teste para consolidar o legado esportivo e comercial do Mundial.

A realização da Copa do Mundo de 2026 deixou um legado comum para Estados Unidos, Canadá e México como anfitriões, mas também evidenciou diferenças na forma como cada mercado encara o desenvolvimento do futebol. Apesar do sucesso operacional do torneio, os três países chegam ao pós-Copa com prioridades bastante distintas para fortalecer o esporte e ampliar seu potencial de negócios.

No México, o momento é de confiança impulsionado pelo desempenho da seleção e pela valorização de uma nova geração de atletas. O trabalho liderado por Rafa Márquez reforçou a conexão com a torcida e contribuiu para atrair jogadores com dupla nacionalidade, ampliando as perspectivas esportivas e comerciais da equipe nacional. Em paralelo, permanece o debate sobre a ausência de acesso e rebaixamento na liga mexicana, modelo que segue sendo alvo de críticas por limitar a competitividade.

O Canadá encerra o ciclo apostando na continuidade de um projeto estruturado. Sob o comando de Jesse Marsch, a federação investe na construção de uma identidade própria para a seleção e em estratégias voltadas à expansão da base de torcedores. O plano inclui o desenvolvimento de talentos locais, a integração de atletas com dupla nacionalidade e o fortalecimento da equipe como um ativo capaz de atrair investimentos e ampliar sua presença internacional.

Nos Estados Unidos, a eliminação diante da Bélgica por 4 a 1 frustrou as expectativas criadas antes do torneio e reacendeu discussões sobre o modelo de formação de atletas. O sistema de franquias, o futebol universitário e o modelo “pay to play” continuam sendo apontados como fatores que dificultam o desenvolvimento de jovens jogadores. Embora o país tenha uma das maiores bases de praticantes do mundo, esse volume ainda não se converte de forma consistente em desempenho esportivo.

A MLS também segue enfrentando desafios para ampliar sua relevância internacional. Apesar do crescimento comercial registrado nos últimos anos, a competição ainda convive com a percepção de ser um destino para jogadores em estágios finais da carreira, fator que influencia sua atratividade esportiva e de mercado.

Com a Copa Ouro da Concacaf programada para 2027, os três países terão uma nova oportunidade para transformar o impacto do Mundial em ações permanentes de desenvolvimento, fortalecendo suas seleções, ampliando o engajamento dos torcedores e criando bases mais sólidas para o crescimento do futebol na região.

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