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NFL Game Rio: duelo entre Ravens e Cowboys une tradição, títulos e a transformação dos quarterbacks negros na NFL

Duelo entre Lamar Jackson e Dak Prescott simboliza a transformação da NFL em uma posição que por décadas enfrentou barreiras raciais

Foto: Divulgação/NFL

28 de julho de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Baltimore Ravens e Dallas Cowboys se enfrentam no NFL Game Rio, no Maracanã, em um duelo que reúne sete títulos do Super Bowl em campo.
  • A partida também marca o encontro entre Lamar Jackson e Dak Prescott, dois quarterbacks negros protagonistas da atual geração da NFL.
  • O confronto simboliza a evolução da liga e a conquista de espaço dos jogadores negros na principal posição do futebol americano.

O Brasil receberá o terceiro jogo da NFL em sua história. Após duas edições realizadas em São Paulo, a liga americana desembarca no Rio de Janeiro para o NFL Game Rio, marcado para o dia 27 de setembro, no Maracanã, com um confronto entre duas das franquias mais tradicionais do futebol americano: Baltimore Ravens e Dallas Cowboys.

Além de ampliar a presença da NFL no mercado brasileiro, o duelo reúne duas equipes de enorme peso histórico e coloca em campo uma coleção de sete títulos do Super Bowl. Os Ravens conquistaram dois campeonatos, nos Super Bowl XXXV (2000) e Super Bowl XLVII (2012). Enquanto os Cowboys somam cinco troféus, levantados nos Super Bowl VI (1971), Super Bowl XII (1977), Super Bowl XXVII (1992), Super Bowl XXVIII (1993) e Super Bowl XXX (1995).

Mas o confronto no Maracanã vai além da disputa entre duas franquias vencedoras. A partida também carrega um significado histórico para a NFL ao colocar frente a frente dois quarterbacks negros de destaque: Lamar Jackson, do Baltimore Ravens, e Dak Prescott, do Dallas Cowboys.

O encontro representa a evolução de uma posição que, durante décadas, foi marcada por barreiras raciais, preconceitos e poucas oportunidades para jogadores negros assumirem o papel de líderes dentro de campo.

Durante grande parte da história da NFL, o quarterback foi visto como o principal símbolo de liderança, inteligência e tomada de decisão dentro do futebol americano. A posição exige capacidade estratégica e responsabilidade para comandar o ataque, mas por muitos anos esses atributos foram associados de maneira preconceituosa principalmente aos jogadores brancos.

Foto: Getty Images

Enquanto isso, atletas negros eram frequentemente direcionados para posições consideradas mais físicas, como running backs e wide receivers, sob a falsa ideia de que não teriam o perfil necessário para liderar uma equipe como quarterbacks.

Um dos grandes símbolos da quebra dessas barreiras foi Doug Williams, que entrou para a história em 1988 ao se tornar o primeiro quarterback negro a conquistar um Super Bowl, comandando o Washington Redskins ao título. Antes dele, nomes como Warren Moon também precisaram superar obstáculos para conquistar reconhecimento. Mesmo com grande talento, Moon iniciou sua trajetória profissional na Liga Canadense de Futebol Americano antes de receber uma oportunidade na NFL.

A transformação ganhou força nas décadas seguintes com jogadores que ajudaram a mudar a percepção sobre a posição. Steve McNair, Donovan McNabb e Michael Vick foram fundamentais para abrir espaço para uma nova geração de quarterbacks negros e mostrar que liderança e capacidade de comando não estavam relacionadas à cor da pele.

Atualmente, os quarterbacks negros ocupam papel de protagonismo na NFL. Jogadores como Patrick Mahomes, Lamar Jackson e Jalen Hurts conquistaram títulos, prêmios individuais e passaram a estar entre os principais nomes da liga.

Foto: Getty Images

Lamar Jackson se tornou um dos maiores símbolos dessa mudança. O quarterback dos Ravens foi eleito duas vezes o MVP da NFL e mostrou que diferentes estilos de jogo podem levar equipes ao mais alto nível de competitividade.

Apesar dos avanços, a trajetória dos quarterbacks negros continua sendo lembrada como parte de uma luta histórica por igualdade de oportunidades no esporte. A presença desses atletas entre os protagonistas da NFL representa uma transformação cultural em uma liga que, durante décadas, limitou o acesso de jogadores negros à principal posição do futebol americano.

Atualmente, a NFL conta com aproximadamente 15 a 20 quarterbacks negros entre os 32 elencos da liga, considerando titulares, reservas e jogadores dos times de treinamento. O número pode variar ao longo da temporada devido a mudanças nos elencos, como cortes, lesões e novas contratações.

O cenário atual representa uma mudança profunda em relação ao passado. Hoje, jogadores negros não apenas conquistaram espaço como quarterbacks, mas também lideram algumas das maiores franquias da NFL, disputam títulos e escrevem novos capítulos na história do futebol americano.

No Maracanã, Ravens e Cowboys protagonizarão um duelo que reúne tradição, conquistas e transformação. Mais do que uma partida entre duas equipes históricas, o confronto entre Lamar Jackson e Dak Prescott simboliza décadas de evolução dentro da NFL e reforça a presença cada vez maior de atletas negros em posições de liderança na liga.

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