Copa do Mundo 2026

Noruega: o que esperar do adversário do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026

Haaland lidera geração que recolocou a seleção europeia no Mundial após 28 anos de ausência

Foto: REUTERS/Mike Segar TPX IMAGES OF THE DAY

05 de julho de 2026

6 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Noruega: o que esperar do adversário do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026
  • Haaland lidera geração que recolocou a seleção europeia no Mundial após 28 anos de ausência
  • Noruega é a única seleção da história que nunca foi derrotada pelo Brasil

O Brasil entra em campo neste domingo para o seu quarto compromisso na Copa do Mundo de 2026. O adversário será a Noruega, em Nova Jersey, em jogo que vale uma vaga nas quartas de final da competição. Até aqui, a equipe comandada por Carlo Ancelotti empatou em 1 a 1 com Marrocos na estreia e venceu Haiti e a Escócia por 3 a 0 na fase de grupos. Já na fase de 16 avos de final, superou o Japão por 2 a 1, de virada, garantindo a classificação para às oitavas de final.

A campanha norueguesa também explica por que a seleção europeia chega embalada ao duelo. A equipe goleou o Iraque por 4 a 1 na estreia, superou Senegal por 3 a 2 e, já classificada, utilizou uma formação alternativa na derrota por 4 a 1 para a França. Na fase eliminatória, voltou a mostrar força ao derrotar a Costa do Marfim por 2 a 1, com um gol de Erling Haaland nos minutos finais da partida, o quinto do atacante na Copa.

Foto: Reuters

De olho neste embate, o MKTEsportivo preparou um guia especial para apresentar os principais pontos fortes e vulnerabilidades da Noruega, seleção que volta a disputar uma Copa do Mundo após 28 anos e que chega confiante para desafiar o Brasil em busca de uma vaga entre as oito melhores equipes do torneio.

Noruega: a única seleção que nunca perdeu para o Brasil

Antes de olhar para o presente, porém, existe um retrospecto que chama atenção. Entre todas as seleções enfrentadas pelo Brasil ao menos uma vez, a Noruega é a única que jamais foi derrotada pela equipe brasileira. Em quatro partidas disputadas, os europeus venceram duas e empataram outras duas.

Jerome Prevost/TempSport/Corbis/VCG via Getty Images

O resultado mais lembrado aconteceu na Copa do Mundo de 1998, quando os noruegueses venceram por 2 a 1, de virada, ainda na fase de grupos. Aquele triunfo garantiu, pela primeira vez, a classificação da Noruega para as oitavas de final, enquanto o Brasil também avançou e terminou vice-campeão ao perder a decisão para a França.

Pontos fortes da Noruega

Se o histórico favorece os noruegueses, o momento atual explica por que a seleção voltou a ganhar espaço no cenário internacional. Após quase três décadas longe do principal torneio do futebol, a Noruega reapareceu impulsionada por uma geração considerada a mais talentosa de sua história recente, liderada por Erling Haaland.

Foto: REUTERS/Hannah Mckay

O atacante do Manchester City atravessa mais uma temporada de alto nível, segue na disputa pela Chuteira de Ouro e confirmou o bom momento também com a camisa da seleção. Contra a Costa do Marfim, ficou bem marcado durante praticamente toda a partida, mas mostrou por que é um dos principais centroavantes do mundo ao decidir o confronto nos minutos finais. A principal lição é clara: qualquer distração diante de Haaland pode ser suficiente para mudar um jogo.

A tendência é que o camisa 9 tenha pela frente um velho conhecido da Premier League. Gabriel Magalhães, um dos destaques da defesa brasileira, deve ser o responsável pela marcação direta do atacante. Os dois acumulam diversos confrontos entre Arsenal e Manchester City nas últimas temporadas, embate que representará um capítulo à parte no jogo decisivo.

Foto: Robbie Jay Barratt – AMA/Getty Images

Mas limitar a Noruega apenas a Haaland seria um erro. O capitão Martin Ødegaard é o cérebro da equipe e o responsável por acelerar a construção das jogadas. Companheiro de Gabriel Magalhães no Arsenal, o meia já soma três assistências nesta Copa e funciona como o verdadeiro “motorzinho” do time.

Foto: Alex Slitz/Getty Images

Pelos lados do campo, Antonio Nusa oferece velocidade, drible e capacidade de romper linhas. Admirador declarado de Neymar, o jovem atacante mostrou personalidade ao marcar um gol no empate diante da Costa do Marfim e tenta confirmar neste Mundial o potencial que desperta expectativa no futebol europeu. No comando do ataque, Alexander Sørloth, do Atlético de Madrid, amplia ainda mais o poder físico da seleção escandinava.

Pontos fracos da Noruega

Essas características fazem da bola aérea e dos duelos físicos uma das principais armas da Noruega. No entanto, o mesmo time que apresenta qualidade ofensiva também oferece espaços defensivos. Diferentemente do Japão, que apostou em linhas compactas e muita organização para enfrentar o Brasil, os noruegueses costumam adiantar a equipe e deixam corredores principalmente pelos lados do campo.

Foto: NTB

Esse cenário pode favorecer jogadores de velocidade como Vini Jr., Rayan e outros atletas capazes de explorar transições rápidas. Além disso, embora os zagueiros Kristoffer Ajer (1,96m) e Torbjørn Heggem (1,92m) imponham respeito pelo jogo aéreo, a movimentação em velocidade e as combinações por baixo aparecem como caminhos naturais para a criatividade brasileira desmontar a defesa adversária.

Técnico da Noruega manda recado a Ancelotti

A confiança também faz parte do ambiente norueguês. Após a classificação às oitavas de final, o técnico Ståle Solbakken demonstrou entusiasmo ao se dirigir ao elenco e deixou um recado em tom descontraído para Carlo Ancelotti: “Pode esperar, estamos chegando”.

Foto: Hannah Mckay / Reuters

O discurso foi reforçado publicamente pelo goleiro Ørjan Nyland, que afirmou acreditar ser plenamente possível eliminar a Seleção Brasileira. Segundo ele, enfrentar grandes equipes faz parte do caminho de quem deseja chegar longe na competição e a Noruega possui qualidade suficiente para competir em igualdade de condições.

Curiosamente, quem adotou um tom mais cauteloso foi justamente Haaland, que sorriu ao admitir que considera pequenas as chances de superar o Brasil.

A Remada Viking da Noruega

Fora das quatro linhas, a Noruega também tem chamado atenção pela força de sua torcida. A chamada Remada Viking, conhecida entre os noruegueses como uma celebração que simboliza os antigos navegadores do país, transformou-se em uma das marcas desta Copa do Mundo.

A coreografia reúne torcedores e jogadores, que se sentam nas arquibancadas e no gramado e movimentam os braços de forma sincronizada, simulando o movimento de remos em um barco viking.

Foto: @afcstuff

A comemoração rapidamente viralizou nas redes sociais e passou a ser repetida a cada vitória da seleção, tornando-se um dos símbolos da participação da Noruega no Mundial de 2026. Agora, resta saber se a festa escandinava ganhará mais um capítulo diante do Brasil ou se ficará apenas na lembrança dos primeiros jogos do torneio.

Dentro de campo, porém, favoritismo e retrospecto pouco significam quando a bola rola. O Brasil chega embalado por uma campanha consistente, reúne talento individual e um coletivo que vem evoluindo ao longo da Copa sob o comando de Carlo Ancelotti. Diante de uma Noruega competitiva, mas que também apresenta fragilidades defensivas, a Seleção terá a oportunidade de encerrar um tabu histórico, garantir vaga nas quartas de final e manter vivo o sonho da conquista do hexacampeonato mundial.

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