- Onda de calor coloca Brasil x Noruega sob atenção com temperaturas que podem alcançar 46°C nos EUA
- Partida será disputada durante à tarde, enquanto autoridades mantêm alerta máximo para condições climáticas extremas no fim de semana
- Serviço de meteorologia prevê condições de alto risco para a região do jogo da Seleção Brasileira
Uma intensa onda de calor atinge o nordeste dos Estados Unidos e mantém autoridades meteorológicas em estado de atenção. A região de Nova York e Nova Jersey está sob o nível máximo de alerta emitido pelo Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS), diante das condições que podem representar riscos à saúde da população.
No início desta semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) também chamou atenção para os efeitos das altas temperaturas durante a Copa do Mundo de 2026. Um documento divulgado pela entidade aponta que fases decisivas da competição, como as quartas de final, a decisão do terceiro lugar e a final, estão entre as partidas com maior risco de serem disputadas sob calor extremo.
Esse cenário também envolve o jogo entre Brasil e Noruega, marcado para domingo, às 17h (horário de Brasília, 16h no horário local), no MetLife Stadium. Com a previsão de temperaturas elevadas durante o período da tarde, aumentam as preocupações relacionadas à segurança de jogadores, torcedores e profissionais que atuarão no estádio.
As previsões indicam índices de calor variando entre 40°C e 46°C durante as tardes, enquanto as temperaturas noturnas devem permanecer acima de 27°C. Diante desse quadro, o NWS classificou a região no nível 4 de risco, o patamar mais elevado da escala, com o alerta válido até o fim de semana.
O MetLife Stadium, que receberá o confronto, é uma arena aberta e não conta com sistema de climatização, diferentemente de sedes da Copa como Dallas, Houston e Atlanta. A faixa de horário em que a partida será disputada é considerada a de maior preocupação pelas autoridades meteorológicas, embora a previsão para o momento exato do jogo ainda possa sofrer alterações.
O alerta amplia uma discussão que acompanha toda a Copa do Mundo. Levantamento publicado pelo jornal britânico The Guardian mostrou que nove embates da fase de grupos foram realizados em condições de calor classificadas como potencialmente perigosas pela Fifpro, sindicato mundial dos jogadores.
A própria entidade considera que confrontos disputados com índice WBGT, que leva em conta temperatura, umidade, radiação solar e velocidade do vento superior a 28°C, deveriam ser adiados ou suspensos.
“A lição para todo o futebol é que, com o aquecimento do planeta, o calor terá um papel cada vez maior nas decisões sobre calendários de torneios e ligas”, informou a Fifpro em resposta ao levantamento.
Além de influenciar no desempenho esportivo, as temperaturas elevadas aumentam o risco de desidratação, exaustão térmica e insolação, principalmente em partidas disputadas durante a tarde. Os efeitos também alcançam o público, que normalmente permanece por longos períodos em filas, estacionamentos e áreas externas antes da abertura dos portões e após o encerramento dos jogos. Com isso, o calor passa a representar um desafio também para a operação do evento e para a experiência dos presentes.
Para reduzir os efeitos das altas temperaturas, a Fifa adota um protocolo que prevê pausas obrigatórias de três minutos para hidratação em cada tempo, além da oferta de água, bebidas isotônicas, gelo, toalhas frias e acompanhamento constante das condições meteorológicas nos estádios.
Apesar das previsões para o fim de semana, até o momento não existe qualquer sinalização de alteração no horário previsto para Brasil x Noruega, que segue confirmado para as 17h de Brasília, 16h no horário local.






