- Palmeiras firma parceria com a USP para ampliar pesquisas em neurociência no esporte
- Acordo terá validade de 24 meses e prevê pesquisas e capacitação de profissionais do clube
- Estrutura reúne atividades voltadas à recuperação física e mental dos atletas
O Palmeiras ampliou as iniciativas voltadas à saúde e ao desempenho dos atletas com um novo convênio firmado com a Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFEUSP).
Desde o início do ano passado, o Verdão mantém o Centro de Recovery e Neurociência, espaço criado para contribuir com a recuperação física e mental dos jogadores por meio de atividades, técnicas e terapias como neurociência, pilates e acupuntura. As informações foram divulgadas pelo Nosso Palestra.
O acordo entre o Alviverde e a EEFEUSP terá duração de 24 meses e reforça a colaboração entre o clube e a universidade em projetos ligados à neurociência aplicada ao esporte.
A capacitação dos profissionais que integram o Núcleo de Saúde e Performance do Palmeiras será uma das frentes da parceria. O convênio também prevê o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à Neurociência do Esporte, ampliando a produção de conhecimento e sua aplicação na rotina do departamento.
Ainda de acordo com o portal, o acordo representa uma continuidade da colaboração já existente entre as duas instituições. Com reconhecimento nacional e internacional na área acadêmica, a USP deverá contribuir para o aprimoramento dos processos já adotados pelo clube em saúde e performance.
A iniciativa busca fortalecer a integração entre a pesquisa científica e a prática esportiva, permitindo que os estudos desenvolvidos auxiliem na evolução dos métodos utilizados pelo Palmeiras tanto na recuperação quanto no acompanhamento dos atletas.
Durante a inauguração do Centro de Recovery e Neurociência, em 2025, o coordenador de saúde e performance do Verdão, Daniel Gonçalves, explicou como parte das técnicas é aplicada aos jogadores.
“No conceito de neuromodulação, o atleta consegue, por meio de suas atividades cerebrais, entender o seu comportamento em relação a pensamentos intrusivos que podem gerar negatividade e ansiedade. Isso, como consequência, pode ser regulável com pensamentos positivos e respiração. Esse pensamento holístico é potencializado pelo ambiente relaxante e o atleta passa a se entender melhor”, declarou.
Na sequência, Gonçalves também destacou o papel da tecnologia utilizada pelo clube no processo de preparação dos atletas.
“Esses equipamentos são de última geração e auxiliam os atletas a desenvolver técnicas de autorregulação e autoconhecimento. O atleta atinge uma onda e isso é transferível para o jogo após, por exemplo, um erro. Nosso corpo tem hormônios e inúmeras outras manifestações químicas que contribuem com uma melhor concentração, qualidade muscular, atividade motora… Enfim, é um caminho muito amplo para ser seguido. A gente pensa que o futuro passará muito por essas questões da neurociência”, concluiu.






