Copa do Mundo 2026

PUMA perde espaço na Copa de 2026 enquanto Nike e Adidas concentram os protagonistas

Desempenho esportivo e presença das principais estrelas do torneio ampliam a distância entre a PUMA e suas principais concorrentes

Foto: Marcel Bonte/Soccrates/Getty Images

12 de julho de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A Copa do Mundo de 2026 reforçou a concentração de Nike e Adidas entre os principais jogadores e artilheiros da competição.
  • A Puma teve participação reduzida na disputa, mesmo após investir em nomes de grande apelo comercial como Neymar.
  • O cenário contrasta com o passado da empresa, responsável por popularizar uma das estratégias de marketing esportivo mais utilizadas pela indústria até hoje.

A Copa do Mundo de 2026 voltou a evidenciar um cenário que se consolidou nos últimos anos no mercado de material esportivo. Enquanto Nike e Adidas concentram boa parte dos principais jogadores do torneio e dominam a disputa entre as chuteiras que mais marcaram gols, a Puma viu sua participação diminuir em relação às edições anteriores.

Até a fase de quartas de final, a Nike liderava a estatística com 137 gols anotados por atletas patrocinados pela marca, enquanto a Adidas aparecia na sequência, com 102. Juntas, as duas empresas eram responsáveis por quase 89% de todos os gols marcados na competição.

A Puma, por outro lado, registrava apenas 15 gols no mesmo período, equivalente a 5,57% do total. O desempenho representa uma queda significativa em relação à Copa do Mundo de 2022, quando jogadores da marca haviam marcado 23 vezes e responderam por aproximadamente 12% dos gols do torneio.

O contraste ficou ainda mais evidente na reta decisiva da competição. Entre os semifinalistas, Nike e Adidas concentram praticamente todos os principais protagonistas do Mundial.

Pela Adidas, Lionel Messi segue entre os destaques da Argentina, enquanto Jude Bellingham ganhou ainda mais protagonismo após marcar os dois gols que classificaram a Inglaterra sobre a Noruega. A empresa ainda reúne atletas como Ousmane Dembélé e Mohamed Salah em seu portfólio global.

Do lado da Nike, nomes como Kylian Mbappé, Erling Haaland, Vinicius Júnior e Cristiano Ronaldo continuam figurando entre os principais ativos comerciais da marca e ajudaram a manter sua liderança durante a competição.

A Puma chegou ao Mundial tendo Neymar como seu atleta de maior alcance global. Embora o brasileiro permaneça entre os jogadores mais populares do futebol, sua eliminação ainda nas oitavas de final reduziu a exposição da marca nas fases de maior audiência da Copa.

Além disso, a empresa também viu concorrentes de menor porte ampliarem sua presença no torneio. A Skechers, por exemplo, ganhou visibilidade com Harry Kane e acumulou nove gols ao longo da competição, aproximando-se dos números registrados pela Puma.

A diferença entre as três principais fabricantes não está relacionada apenas ao desempenho esportivo. Nos últimos anos, Nike e Adidas intensificaram os investimentos para reunir parte dos principais nomes do futebol mundial em seus portfólios, criando um ciclo em que exposição, resultados esportivos e retorno comercial se retroalimentam.

Enquanto Nike e Adidas ampliaram sua vantagem na artilharia das chuteiras e na exposição das fases decisivas do torneio, a Puma encerra o Mundial com uma presença significativamente menor entre os protagonistas da competição.

Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT