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Quem é Aline Vilatte, executiva brasileira à frente da Rolex 6 Horas de São Paulo

Prova do FIA WEC reuniu 84.960 pessoas em Interlagos e movimentou R$ 400 milhões em receitas para a cidade

Foto: Divulgação

15 de julho de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Quem é Aline Villatte, executiva brasileira à frente da Rolex 6 Horas de São Paulo
  • Prova do FIA WEC reuniu 84.960 pessoas em Interlagos e movimentou R$ 400 milhões em receitas para a cidade, segundo a prefeitura
  • Aline lidera operação que envolve milhares de profissionais, montadoras e equipes internacionais no Campeonato Mundial de Endurance da FIA

A Rolex 6 Horas de São Paulo, realizada no último domingo (12), em Interlagos, teve uma brasileira no comando de sua operação. Natural do Rio de Janeiro, Aline Vilatte assumiu a direção-geral de uma das principais provas internacionais de automobilismo disputadas no país, unindo uma formação em matemática a uma trajetória construída ao longo de mais de duas décadas nos bastidores de grandes eventos esportivos.

À frente da etapa brasileira do World Endurance Championship (FIA WEC), Aline participa da organização de um campeonato que reúne algumas das principais montadoras do mundo e tem como principal referência as 24 Horas de Le Mans, na França. A competição é marcada por provas de longa duração, exigindo planejamento estratégico, resistência e integração entre pilotos, equipes e fabricantes.

Impacto econômico da Rolex 6 Horas em São Paulo

A edição brasileira transformou São Paulo em um dos pontos de atenção do automobilismo mundial durante o fim de semana. Disputada no Autódromo de Interlagos, a corrida recebeu 84.960 pessoas e gerou R$ 400 milhões em receitas para a cidade, segundo dados da Prefeitura de São Paulo. Como comparação, o Grande Prêmio de Fórmula 1 movimentou aproximadamente R$ 2 bilhões na capital paulista, enquanto a Fórmula E registrou impacto econômico estimado em R$ 180 milhões.

A gestão da experiência ao redor da prova faz parte da estratégia adotada por Aline na organização do evento. Para a executiva, a corrida precisa integrar diferentes elementos para ampliar a conexão com o público e com as marcas envolvidas.

“Sempre fomos um evento com uma corrida. Isso vem da origem das 24 Horas de Le Mans, que nasceu como uma competição em torno da qual famílias se reuniam. Quando você leva família, precisa ter alimentação, entretenimento, atividades para crianças e experiências diferentes. O que fazemos no Brasil é trazer essa cultura de Le Mans. Por ser um evento de longa duração, conseguimos conectar marcas, entretenimento, produtos e experiências para públicos diversos”, explicou à Forbes.

A formação em matemática também faz parte da maneira como Aline conduz uma operação que envolve diferentes áreas e decisões em tempo limitado. Segundo a executiva, o raciocínio lógico desenvolvido na graduação contribuiu para lidar com situações que exigem respostas rápidas durante a realização de grandes eventos.

“Não é fácil (liderar uma operação desse porte). Gerenciar um evento no Brasil é ainda mais difícil. Para mim, a chave é planejamento e cronograma. A corrida não espera. Ela não vai largar um minuto depois porque alguma coisa ainda está sendo resolvida. Tudo precisa estar pronto no horário. Também existe uma responsabilidade enorme com a vida das pessoas no autódromo, dos esportistas na pista ao público. Minha formação em matemática me ajudou a desenvolver raciocínio lógico e e rapidez para resolver problemas. Em um evento desse porte, às vezes você tem dois minutos para tomar uma decisão”, acrescentou.

A estrutura necessária para a realização da Rolex 6 Horas de São Paulo mostra a dimensão da operação. Cerca de 3.000 pessoas viajam ao Brasil para trabalhar no evento, enquanto todo o processo entre montagem e desmontagem envolve aproximadamente 7.000 profissionais em áreas como segurança, alimentação, limpeza, serviços, montagem e atividades de pista. A organização também conta com 114 containers marítimos utilizados para transportar materiais, veículos e equipamentos.

A trajetória de Aline no Endurance Internacional

A ligação de Aline com o endurance começou a ganhar projeção internacional em 2008, quando passou a atuar em Le Mans, na França, colaborando com equipes, pilotos e fabricantes. Posteriormente, continuou envolvida com a organização de campeonatos da modalidade. Em 2012, participou da criação da etapa brasileira do campeonato, que permaneceu no país até 2014.

Após um intervalo de dez anos, o FIA WEC voltou ao Brasil em 2024. Na retomada da prova em São Paulo, Aline assumiu a liderança da organização da etapa e, em 2025, passou oficialmente a ocupar o cargo de diretora-geral do evento.

Dentro da pista, a edição de 2026 terminou com uma vitória inédita do BMW #15, conduzido por Kevin Magnussen, Dries Vanthoor e Raffaele Marciello, na categoria Hypercar. O resultado esportivo representa uma parte da entrega da competição, que também envolve impacto econômico, relacionamento com marcas e presença internacional.

Para Aline, a Rolex 6 Horas de São Paulo funciona como uma plataforma de conexão entre diferentes públicos e setores. O evento reúne montadoras, equipes, patrocinadores, executivos e profissionais estrangeiros, além de colocar Interlagos novamente no calendário de grandes competições internacionais de automobilismo.

Foto: Joao Filipe / DPPI
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