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UEFA anuncia boicote à FIFA e ameaça esvaziar competições internacionais

Entidade rejeita plano de criação de empresa privada e decisão pode afetar a Copa do Mundo Feminina de 2027

Foto: Divulgação

30 de julho de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • A UEFA decidiu endurecer sua posição contra o projeto da FIFA de criar uma empresa privada para comercializar suas competições
  • A entidade europeia informou que suas 55 federações filiadas deixarão de participar de torneios organizados pela FIFA caso a proposta siga em discussão
  • A decisão pode gerar impactos significativos no calendário internacional

A UEFA decidiu endurecer sua posição contra o projeto da FIFA de criar uma empresa privada para comercializar suas competições. Em reunião virtual realizada nesta quinta-feira, a entidade europeia informou que suas 55 federações filiadas deixarão de participar de torneios organizados pela FIFA caso a proposta siga em discussão.

Em comunicado, a UEFA afirmou que nenhuma seleção vinculada à confederação disputará competições FIFA enquanto o plano não for retirado definitivamente. A organização também exige garantias formais de que a iniciativa será abandonada.

A decisão pode gerar impactos significativos no calendário internacional. Entre os eventos potencialmente afetados está a Copa do Mundo Feminina de 2027, marcada para ser realizada no Brasil, já que diversas seleções europeias figuram entre as principais candidatas ao título.

O projeto da FIFA foi apresentado na última terça-feira e prevê a criação de uma empresa responsável pela gestão comercial e operacional de todos os torneios da entidade. A proposta inclui a venda de participação acionária para investidores privados, com o objetivo de ampliar a capacidade de investimento e aumentar as receitas do futebol mundial.

A resistência ao plano não se limita à Europa. A Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também manifestaram oposição à proposta. Juntas, as três entidades representam 143 das 211 associações nacionais filiadas à FIFA, formando uma ampla maioria entre os membros da organização.

Na quarta-feira, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, divulgou um vídeo defendendo a iniciativa. Segundo ele, a criação da empresa permitirá ampliar os recursos destinados às federações nacionais, elevando os repasses de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões por associação.

Infantino afirmou ainda que a proposta será submetida à apreciação do Conselho da FIFA e, posteriormente, colocada em votação entre todas as associações-membro. A expectativa da entidade máxima do futebol é arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões com a comercialização das ações da nova empresa.

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