Indústria

UEFA avalia boicote a torneios da FIFA em meio a embate sobre investimentos

A organização discute reação aos planos da entidade máxima do futebol de abrir espaço para capital privado em sua estrutura comercial

Foto: Jean-Christophe Bott/Keystone via AP

29 de julho de 2026

2 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A UEFA avalia a possibilidade de um boicote a competições promovidas pela FIFA em meio ao agravamento das divergências entre as duas instituições
  • A informação foi divulgada pela Bloomberg News, com base em uma fonte familiarizada com as discussões
  • De acordo com a reportagem, dirigentes da UEFA realizaram reuniões internas para discutir eventuais medidas de resposta aos planos da FIFA de ampliar sua atuação comercial

A UEFA avalia a possibilidade de um boicote a competições promovidas pela FIFA em meio ao agravamento das divergências entre as duas instituições.

A informação foi divulgada pela Bloomberg News, com base em uma fonte familiarizada com as discussões. De acordo com a reportagem, dirigentes da UEFA realizaram reuniões internas para discutir eventuais medidas de resposta aos planos da FIFA de ampliar sua atuação comercial por meio da atração de investimentos privados.

Entre as alternativas debatidas estaria a possibilidade de clubes e federações nacionais deixarem de participar de torneios organizados pela entidade máxima do futebol, incluindo a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.

Segundo a fonte ouvida pela Bloomberg, o tema ganhou força após a FIFA apresentar um projeto para transferir parte de suas operações comerciais e de competições para uma nova empresa, denominada FIFA Forward Enterprise.

A iniciativa é avaliada em cerca de US$ 20 bilhões e prevê a captação de até US$ 4,2 bilhões com investidores que poderiam adquirir participações minoritárias, sem direito ao controle da organização.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (28), a UEFA criticou a proposta e afirmou que o futebol e suas principais competições não devem ser tratados como ativos financeiros disponíveis para venda. A entidade classificou a iniciativa como um limite que, em sua avaliação, não deveria ser ultrapassado pelas organizações responsáveis pela administração do esporte.

A UEFA também afirmou que o assunto deve mobilizar federações nacionais, ligas, clubes, atletas, torcedores e governos, destacando a relevância da discussão para o futuro do futebol.

Por sua vez, a entidade máxima do futebol sustentou que a nova estrutura permanecerá sob seu controle e argumentou que os recursos captados serão destinados ao fortalecimento das 211 associações filiadas.

Segundo a FIFA, os investimentos poderão ampliar o financiamento de projetos de infraestrutura, formação de treinadores, desenvolvimento das categorias de base e expansão do futebol feminino.

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