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Atlético-MG amplia protagonismo da torcida no Manto da Massa e anuncia a Nike na ação

Pela primeira vez, marca participará da criação da camisa, desenvolvendo três designs a partir das contribuições da torcida atleticana

Foto: Divulgação

18 de agosto de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • O Atlético-MG inicia uma nova etapa na campanha Manto da Massa
  • A partir desta edição, o processo de criação da camisa do clube passa a adotar um formato de construção coletiva, com participação direta da torcida desde a fase de concepção
  • Em vez de partir de desenhos individuais enviados para um concurso, o uniforme será construído a partir de ideias, referências e sentimentos compartilhados pelos próprios atleticanos

O Atlético-MG inicia uma nova etapa do Manto da Massa. A partir desta edição, o processo de criação da camisa do clube passa a adotar um formato de construção coletiva, com participação direta da torcida desde a fase de concepção.

A mudança amplia o papel do torcedor no desenvolvimento. Em vez de partir de desenhos individuais enviados para um concurso, o uniforme será construído a partir de ideias, referências, símbolos e sentimentos compartilhados pelos próprios atleticanos. As contribuições poderão ser enviadas entre 17 e 23 de agosto, por meio do site oficial do projeto.

A iniciativa também marca a entrada da Nike no processo de desenvolvimento do Manto da Massa. Pela primeira vez, a fornecedora participará diretamente da criação da peça. A partir das contribuições recebidas, a empresa desenvolverá três propostas de design exclusivas para a nova camisa.

A escolha final continuará nas mãos do torcedor. Depois da elaboração das três alternativas, os atleticanos poderão votar no modelo que será transformado no novo Manto da Massa.

A mudança de formato representa uma evolução em relação à primeira edição, lançada em 2020. Naquele ano, o Atlético abriu um concurso para que os torcedores desenhassem propostas para uma camisa especial.

O resultado comercial da primeira edição ajudou a transformar o projeto em uma propriedade relevante do clube. O Atlético-MG informou que mais de 100 mil unidades foram vendidas em apenas uma semana, enquanto o faturamento chegou a R$ 19,3 milhões. Parte do resultado das vendas foi destinada a ações de combate aos efeitos da pandemia de Covid-19.

A força da ação também apareceu na relação com o programa de sócios. Segundo relatório de gestão do clube mineiro, o número de associados do Galo na Veia passou de 22.196 em abril de 2020 para mais de 53 mil em outubro daquele ano, crescimento de aproximadamente 140%.

A repercussão levou o clube a transformar o Manto da Massa em uma iniciativa recorrente. Em 2021, a segunda edição recebeu 559 modelos e registrou mais de 57 mil votos válidos.

Iniciativas semelhantes

A participação de torcedores na criação ou escolha de uniformes não é exclusividade do Atlético. Antes e depois do lançamento do Manto da Massa, outros clubes adotaram formatos semelhantes.

Em 2017, o Flamengo participou do Adidas Creator Studio, plataforma que permitia aos torcedores desenvolverem propostas para terceiros uniformes, assim como foi anunciado esse ano.

A criação do brasiliense André Lima, então com 19 anos, foi escolhida para o Flamengo e deu origem à camisa amarela da temporada 2017/18, que também fazia referência às primeiras cores utilizadas pelo clube e ao Maracanã. A iniciativa envolveu ainda clubes europeus como Real Madrid, Bayern de Munique, Manchester United, Juventus e Milan.

Em 2020, durante a paralisação provocada pela pandemia, a estratégia ganhou força entre clubes brasileiros. O Ceará recebeu 360 propostas para seu terceiro uniforme e selecionou cinco para votação popular. A camisa vencedora foi batizada de “Nação Alvinegra“.

No Náutico, a campanha “O Manto é Seu” recebeu mais de 900 sugestões para o uniforme número 1 de 2020. Seis modelos chegaram à votação, e o desenho de Pedro Santana venceu com 4.372 dos 8.940 votos registrados.

A Ponte Preta também abriu espaço para a torcida na criação do uniforme comemorativo pelos 120 anos do clube. Cerca de 130 propostas foram inscritas, cinco chegaram à fase final e o modelo de Fernando Vieira, uma releitura da camisa utilizada em 1996, venceu a votação.

Fora do Brasil, o Pescara, da Itália, adotou uma abordagem ainda mais voltada ao público infantil. Em 2020, durante o isolamento provocado pela pandemia, o clube promoveu um concurso para que crianças desenhassem uniformes. O projeto vencedor foi criado por Luigi D’Agostino, então com seis anos.

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