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BTG Pactual se aproxima de acordo para substituir WTorre na operação do estádio do Palmeiras

Possível mudança na operação não altera o controle do time paulista sobre o estádio

Foto: Divulgação/ Palmeiras

11 de agosto de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • BTG Pactual se aproxima de acordo para substituir WTorre na operação do estádio do Palmeiras
  • Possível mudança na operação não altera o controle do time paulista sobre o estádio
  • WTorre poderá permanecer no negócio com participação reduzida

O Banco BTG Pactual está em tratativas para assumir a operação comercial do Nubank Parque no lugar da WTorre. As informações são do portal NOSSO PALESTRA. Atualmente, a construtora é responsável pela exploração do estádio do Palmeiras por meio de um contrato firmado com o clube, que prevê participação progressiva do Verdão nas receitas geradas pelo local até 2044.

A possível mudança não significa que o banco de investimentos comprará o complexo ou que o Alviverde deixará de ter controle sobre o espaço. A instituição financeira passaria a participar da gestão e da operação comercial da arena em substituição à WTorre ou, dependendo dos termos que forem definidos, ao lado da construtora. O formato final da negociação ainda está em discussão.

O contrato entre Palmeiras e WTorre para a exploração do estádio construído no local do antigo Palestra Itália tem duração de 30 anos, com término previsto para 2044. O acordo estabelece que o time paulista receba percentuais das receitas geradas pela utilização comercial do complexo, incluindo locação para eventos, lojas, estacionamento e lanchonetes. Essa participação aumenta gradualmente ao longo do período.

Segundo o portal NOSSO PALESTRA, as tratativas entre o Banco BTG Pactual e as partes envolvidas estão encaminhadas para que a instituição assuma a operação ainda neste ano. Um dos pontos que ainda está em definição é o papel da WTorre no novo acordo, que poderá permanecer com uma participação menor no negócio. Os demais termos da negociação não foram divulgados.

A relação entre o BTG Pactual e a operação financeira do estádio já existe. Em 2024, a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, adquiriu do Banco do Brasil a dívida assumida pela WTorre para a construção do Allianz Parque, em operação estimada em cerca de R$ 650 milhões. A partir dessa negociação, o banco passou a ter uma posição relacionada à dívida da construtora e já vinha avaliando a possibilidade de participar diretamente da gestão da arena palmeirense.

Mais recentemente, o BTG Pactual também participou da aprovação da negociação envolvendo os naming rights do estádio com o Nubank. O acordo resultou na mudança do nome da arena para Nubank Parque. O Nosso Palestra informou que WTorre e BTG Pactual foram procurados para comentar as tratativas relacionadas à operação do estádio, mas optaram por não se manifestar.

Palmeiras tem participação progressiva nas receitas do estádio

Pelo contrato atual, a participação do Palmeiras nas receitas provenientes da locação do estádio para eventos, além das atividades de lojas, estacionamento e lanchonetes, começa em 20% nos primeiros cinco anos. O percentual sobe para 25% entre o quinto e o décimo ano, chega a 30% no período seguinte e alcança 35% entre o 15º e o 20º ano. Na sequência, a participação passa para 40% entre o 20º e o 25º ano e chega a 45% nos cinco anos finais do contrato.

Para receitas relacionadas aos naming rights, cadeiras e camarotes, a participação do Verdão também cresce ao longo da vigência do acordo, mas parte de uma base menor. O clube recebe 5% nos primeiros cinco anos, percentual que aumenta para 10% entre o quinto e o décimo ano. A participação passa para 15% entre o décimo e o 15º ano, chega a 20% entre o 15º e o 20º, sobe para 25% entre o 20º e o 25º e alcança 30% no período final do contrato.

Dessa forma, o Alviverde continuará recebendo uma parcela das receitas geradas pelo estádio, com os percentuais aumentando progressivamente conforme o contrato avança. A partir de 2045, após o encerramento do acordo atualmente vigente, o clube passará a ter a gestão integral do estádio e das receitas provenientes de sua operação.

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