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Casimiro diz que CazéTV vai além do entretenimento e destaca diferenças na mídia esportiva

Streamer critica generalização entre veículos e defende profissionais da GeTV

Foto: Reprodução/ Instagram

26 de agosto de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Casimiro critica generalização entre veículos e destaca diferenças na mídia esportiva
  • Streamer critica generalização entre veículos e defende profissionais da GeTV
  • Empresário diz que diferentes projetos possuem linguagens e propostas editoriais próprias

Casimiro Miguel criticou a forma como parte do público resume a CazéTV a conteúdos de descontração e brincadeiras. Em um corte de live que ganhou repercussão no começo desta semana, o empresário e streamer defendeu que o consumo de esporte ocorre por diferentes formatos e linguagens e afirmou que os concorrentes do canal possuem propostas editoriais distintas.

“Eu acho que tem uma má vontade das pessoas também de voltar a falar, botar tudo numa caixa só. Tipo: ‘Ah, CazéTV só tem sacanagem’. Não é verdade. Tem boas coisas na CazéTV. ‘Ah, a Globo não tem nada divertido, nada’. Não é verdade. A ESPN não tem nada? Tem também”, declarou Casimiro.

Na avaliação do streamer, a programação da CazéTV não segue uma única fórmula. O canal reúne conteúdos com diferentes abordagens, que variam de transmissões e debates a momentos de entretenimento, dentro de uma estratégia que busca atender a diferentes formas de acompanhar o esporte.

A discussão também levou empresário a abordar o espaço do jornalismo esportivo diante das mudanças no comportamento da audiência. Para ele, produções mais aprofundadas enfrentam dificuldades em um ambiente no qual parte do público se acostumou a consumir informações de maneira rápida, especialmente nas redes sociais e plataformas digitais.

“Infelizmente mesmo, o bom Jornalismo vai perdendo espaço, porque o bom jornalismo custa caro”, disse.

Casimiro relacionou essa dificuldade às características necessárias para a produção de reportagens mais completas, que envolvem tempo de apuração, pesquisa e estrutura para desenvolver informações com maior profundidade.

“O bom jornalismo é uma matéria bem escrita, bem redigida, cheia de detalhes, demorada, com vários meandros. É denso. Hoje as pessoas não consomem esse tipo de coisa. Não consomem, mano. Não consomem”, completou.

Ao mesmo tempo, o jornalista reconheceu que o formato adotado pela CazéTV não atende necessariamente a todos os momentos ou perfis de público. A preferência por determinado tipo de conteúdo pode variar conforme o interesse do espectador e a maneira como ele pretende acompanhar uma partida ou discussão esportiva.

“Eu acredito no modelo que a gente faz, eu gosto. Mas, cara, tem hora que você não quer ver, mano. Tem hora que você não quer ver um debate vazio e de roda de bobo”, afirmou.

Ao comentar outros projetos do mercado, Casimiro citou a GeTV e mencionou Jorge Iggor, Bruno Formiga e Luana Maluf. Para ele, os profissionais possuem características e formas de trabalhar diferentes das observadas na CazéTV, mesmo que os canais estejam inseridos em um ambiente de disputa pela mesma audiência.

“Eles não são o perfil que é o perfil da CazéTV. Eles são excelentes. Só que eles são mais, não vou dizer tradicionais, mas é um outro tipo de produto. Então não adianta você colocar na mesma caixa a Ge TV, a CazéTV ou qualquer outro canal”, declarou.

A partir dessa diferenciação, Casimiro também falou sobre a maneira como empresas vêm tentando se aproximar do público jovem. Segundo ele, algumas marcas observam a linguagem utilizada pela CazéTV e procuram reproduzir determinados elementos em suas próprias estratégias de comunicação, nem sempre com o mesmo resultado.

“As empresas olham para o jeito que a CazéTV faz e falam: ‘Ó, eu quero me comunicar com o jovem. Como que eu consigo fazer? Eu vou tentar fazer o que esses caras fazem’. E aí, às vezes, fica uma m*rda”, afirmou.

A crítica, no entanto, não foi direcionada aos profissionais da GeTV. Casimiro diferenciou a atuação dos jornalistas da percepção criada nas redes sociais de que eles estariam tentando reproduzir o estilo da CazéTV. Na avaliação do streamer, essa interpretação não representa necessariamente o trabalho desenvolvido pela equipe.

“Eu sinto que às vezes eles não se sentem confortáveis de estar em um lugar, que às vezes nem a Globo pede para eles. Mas a galera na internet cobra uma parada que nem é verdade”, disse, ressaltando que os profissionais não estariam tentando transformar o conteúdo em uma imitação da CazéTV.

“Eles não estão tentando fazer um bagulho palhaçada. Acho que no início aconteceu ali uma parada de forçação e que rapidamente acabou, só que a galera cobra, tipo assim: ‘Ah, olha eles tentando’. Eles não estão tentando, eles estão fazendo um bagulho na moral”, concluiu o empresário.

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