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Disney avalia oferecer streaming gratuito para expandir base de usuários

A iniciativa foi confirmada pelo CEO da companhia, Josh D'Amaro, durante a apresentação dos resultados financeiros da empresa

Foto: Divulgação

07 de agosto de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • A Disney estuda criar um serviço gratuito de streaming financiado por publicidade como estratégia para ampliar seu alcance entre consumidores mais sensíveis ao preço
  • A iniciativa, ainda sem previsão de lançamento, foi confirmada pelo CEO da companhia, Josh D'Amaro, durante a apresentação dos resultados financeiros da empresa
  • A empresa analisa o desenvolvimento de uma plataforma nos modelos FAST (Free Ad-Supported Streaming Television) ou AVOD (Advertising Video on Demand)

A Disney estuda criar um serviço gratuito de streaming financiado por publicidade como estratégia para ampliar seu alcance entre consumidores mais sensíveis ao preço.

A iniciativa, ainda sem previsão de lançamento, foi confirmada pelo CEO da companhia, Josh D’Amaro, durante a apresentação dos resultados financeiros da empresa.

Segundo o executivo, a empresa analisa o desenvolvimento de uma plataforma nos modelos FAST (Free Ad-Supported Streaming Television) ou AVOD (Advertising Video on Demand), formatos que oferecem conteúdo gratuito em troca da exibição de anúncios.

“Vemos isso como uma maneira de ampliar nosso alcance junto a um segmento de clientes mais sensível a preços. Ao contrário de muitos de nossos concorrentes de AVOD, temos um alto nível de ocupação de inventário publicitário; ou seja, mais inventário nos ajudaria, na verdade, a acelerar o crescimento da nossa receita de publicidade”, disse D’Amaro.

“Uma oferta gratuita poderia ajudar a impulsionar o crescimento de assinantes do Disney+ no topo do funil. Portanto, não há nada específico para anunciar hoje, mas é definitivamente algo que estamos considerando”, completou.

A avaliação ocorre em um momento em que grandes empresas de mídia reforçam suas apostas em plataformas gratuitas com publicidade. O modelo ganhou força nos últimos anos como alternativa para atrair usuários que buscam reduzir gastos com assinaturas, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades de monetização por meio de anúncios.

Além dos planos para um possível serviço gratuito, D’Amaro destacou o uso crescente de inteligência artificial nas plataformas da companhia. Segundo ele, a tecnologia tem contribuído para aprimorar a experiência dos usuários do Disney+ e impulsionar iniciativas da ESPN.

“A IA está ajudando a empresa a ‘melhorar a personalização’ no Disney+. Eles fizeram muito nesse campo e têm três objetivos alinhados aos seus fluxos de trabalho de IA para engajamento, incluindo o recém-lançado ‘SportsCenter for You‘.Eles estão focados no crescimento da receita, incluindo novos formatos de publicidade e, obviamente, na produtividade em iniciativas como legendas em tempo real e criação de cortes com os melhores momentos, áreas em que estão fazendo um excelente trabalho”, finalizou.

Durante a divulgação dos resultados trimestrais, a Disney também informou que o lucro operacional da ESPN recuou 17% no terceiro trimestre fiscal.

O desempenho foi impactado pelos custos da primeira temporada do novo contrato de direitos de transmissão da NBA, além de fatores ligados ao calendário esportivo e à receita publicitária.

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