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Família Buss aprova venda de participação restante nos Lakers e abre disputa pelo comando da franquia

Fundo familiar detém 17,8% da equipe, fatia avaliada em cerca de US$ 2,25 bilhões; Jeanie Buss contesta operação que poderá retirar seu posto de governadora

Foto: Allen J. Schaben / Los Angeles Times

18 de agosto de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Família Buss aprovou o início do processo para vender os 17,8% que ainda detém nos Los Angeles Lakers, participação avaliada em aproximadamente US$ 2,25 bilhões.
  • Jeanie Buss tenta impedir a negociação, que poderá resultar na perda de seu cargo de governadora da franquia pelas regras da NBA.
  • A possível venda ocorre após uma nova negociação que avaliou os Lakers em US$ 12,5 bilhões e pode encerrar uma relação societária da família com a equipe iniciada em 1979.

A relação de quase cinco décadas entre a família Buss e o Los Angeles Lakers pode caminhar para um novo capítulo. O fundo que reúne a participação dos herdeiros iniciou o processo para negociar os 17,8% que ainda mantém na franquia da NBA, após quatro dos seis irmãos votarem favoravelmente à intenção de venda.

O movimento ocorre depois de uma nova negociação envolvendo a estrutura societária dos Lakers. Mark Walter acertou a venda de sua participação para um grupo que reúne Joshua Kushner e Bob Iger em uma operação baseada em uma avaliação de US$ 12,5 bilhões para a franquia.

Considerando esse valuation, os 17,8% pertencentes ao fundo da família Buss representariam aproximadamente US$ 2,25 bilhões. A possível saída, entretanto, provocou uma disputa entre os próprios herdeiros e colocou em discussão também o futuro da administração da equipe.

Jeanie Buss, atual governadora dos Lakers, tenta impedir que a negociação avance. A manutenção da participação familiar está diretamente relacionada à sua permanência no cargo, já que as regras da NBA exigem que o dirigente que exerce a função de governador esteja associado a uma participação mínima de 15% na franquia.

Dessa forma, uma venda integral dos 17,8% mantidos pelo fundo retiraria a participação necessária para que Jeanie continuasse exercendo a função.

A disputa já avançou para o campo jurídico. Representantes legais da executiva notificaram os demais herdeiros e contestaram tanto a possibilidade de o fundo negociar sua participação quanto a validade da votação realizada entre os irmãos.

A argumentação apresentada pela defesa de Jeanie sustenta que o fundo familiar não possui autorização legal para realizar a venda. Os advogados também reivindicam que ela seja reconhecida publicamente como proprietária controladora dos Lakers.

O impasse acrescenta uma nova etapa à transformação societária pela qual a franquia vem passando. A família Buss está ligada aos Lakers desde 1979, quando Jerry Buss adquiriu a equipe e iniciou um período que transformaria o clube em uma das propriedades mais conhecidas do esporte norte-americano.

A mudança mais significativa na estrutura de controle ocorreu no ano passado, quando Mark Walter assumiu a participação controladora em uma transação que utilizou uma avaliação de US$ 10 bilhões para os Lakers.

Naquele acordo, a família Buss permaneceu com uma participação minoritária, enquanto Jeanie teve assegurada sua continuidade à frente das operações por pelo menos cinco anos.

A nova movimentação altera esse cenário. Com a avaliação dos Lakers posteriormente elevada para US$ 12,5 bilhões na negociação envolvendo Walter, Kushner e Iger, a participação restante dos Buss passou a representar um ativo bilionário.

Caso os 17,8% sejam efetivamente negociados, a operação poderá encerrar a presença societária mantida pela família desde 1979 e, pelas regras atuais da NBA, também terá consequências sobre a posição ocupada por Jeanie Buss na estrutura de comando da franquia.

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