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FIFA aplica punições à Argentina por atos discriminatórios de seus torcedores

AFA recebe multa de US$ 321 mil, enquanto Paredes, Molina, Almada e Ayala são suspensos por incidentes durante a Copa

Foto: Thomas Coex / AFP

21 de agosto de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A Argentina terá de disputar ao menos uma partida oficial em casa com capacidade de público reduzida após punições impostas pelo Comitê Disciplinar da FIFA
  • A medida ocorre por conta dos episódios de discriminação e outros incidentes registrados durante a Copa do Mundo
  • A principal sanção determina que a Argentina atue em dois jogos como mandante com apenas 50% das arquibancadas abertas

A Seleção Argentina terá de disputar ao menos uma partida oficial em casa com capacidade de público reduzida após punições impostas pelo Comitê Disciplinar da FIFA por episódios de discriminação e outros incidentes registrados durante a Copa do Mundo.

A Associação do Futebol Argentino (AFA) foi multada em US$ 321 mil, dos quais US$ 100 mil permanecem suspensos e poderão ser cobrados em caso de reincidência no período de um ano.

A principal sanção determina que a Argentina atue em dois jogos como mandante com apenas 50% das arquibancadas abertas. A segunda partida, porém, também ficará suspensa por um ano e só será aplicada caso ocorra uma nova infração de natureza e gravidade semelhantes.

A medida está relacionada a cânticos e gestos racistas, homofóbicos e discriminatórios de torcedores argentinos em partidas contra Cabo Verde, Egito, Suíça, Inglaterra e Espanha.

Do valor da multa, US$ 100 mil deverão ser destinados, nos próximos seis meses, à implementação de um plano de combate à discriminação, que precisará ser aprovado pela FIFA.

A entidade também poderá autorizar, como alternativa ao fechamento de metade das arquibancadas, a ocupação de parte dos assentos por grupos comunitários, famílias, estudantes e organizações voltadas ao combate à discriminação, acompanhados de medidas de conscientização.

Outras infrações também resultaram em punições. A exibição de uma bandeira relacionada às Ilhas Malvinas gerou multa de US$ 10 mil, enquanto a conduta inadequada de espectadores rendeu mais US$ 20 mil.

Pelo arremesso de objetos no campo, atraso no início de uma partida e violações do protocolo de segurança, a AFA recebeu outra multa, de US$ 91 mil. Com isso, o valor inicialmente efetivo das penalidades financeiras fica em US$ 221 mil, enquanto os US$ 100 mil restantes permanecem condicionados à reincidência.

A confusão ocorrida após a final do Mundial também provocou suspensões individuais. Leandro Paredes foi punido com dez jogos e multa de US$ 90 mil. Nahuel Molina recebeu gancho de sete partidas e multa do mesmo valor.

Thiago Almada foi suspenso por um jogo e multado em US$ 30 mil. Na comissão técnica, Roberto Fabián Ayala recebeu suspensão de três partidas e multa de US$ 30 mil.

As punições esportivas deverão ser cumpridas em jogos das respectivas seleções. O espanhol Gavi também foi suspenso por uma partida e multado em US$ 30 mil.

A AFA informou que solicitará à FIFA os fundamentos das decisões que podem ser revisadas para avaliar a apresentação de recursos. A federação também afirmou que poderá recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS) como última instância.

A Argentina é uma das sedes da Copa de 2030 e, caso seja dispensada das Eliminatórias para o próximo Mundial, poderá não disputar partidas oficiais em casa durante os próximos anos. Nessa hipótese, a punição de redução de público poderá ser cumprida em jogos amistosos.

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