Inovação

Guaraná Antarctica leva lógica do esporte aos games para construir território próprio

Guilherme Poyares, diretor de Marketing de Guaraná Antarctica, detalha construção da Liga Guaraná com PlayStation e avanço da marca para o cenário competitivo com a FURIA

Guaraná Antarctica criou uma competição própria dentro do PlayStation Tournaments como ponto de partida de sua entrada oficial no universo dos games.

19 de agosto de 2026

10 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Guaraná Antarctica criou uma competição própria dentro do PlayStation Tournaments como ponto de partida de sua entrada oficial no universo dos games.
  • Liga Guaraná utiliza o EA SPORTS FC para conectar a relação histórica da marca com o futebol a uma estratégia que combina competição online e experiências presenciais.
  • Movimento ganhou uma nova frente com a FURIA, na qual Guaraná é patrocinadora master das equipes de Rocket League e Fortnite até 2027.

A relação construída por Guaraná Antarctica com o futebol ao longo de décadas ganhou um novo desdobramento em 2026. A marca decidiu utilizar esse histórico como porta de entrada para os games e iniciou uma estratégia com propriedade própria, competição, conteúdo, experiências presenciais e relacionamento com comunidades ligadas a esse universo.

O primeiro movimento foi realizado ao lado da PlayStation. A parceria marcou a entrada oficial de Guaraná Antarctica no segmento e teve como principal projeto a Liga Guaraná, campeonato nacional de EA SPORTS FC realizado dentro do PlayStation Tournaments. A estrutura foi desenhada para estabelecer uma presença recorrente da marca, com uma jornada que começa no ambiente digital e termina diante do público.

A decisão de criar uma competição própria também diferencia a estratégia de um modelo baseado exclusivamente na associação a propriedades existentes. Com fases abertas, classificatórias e uma decisão presencial, Guaraná passou a controlar uma plataforma capaz de carregar sua identidade e desenvolver uma narrativa ao longo de toda a competição.

“A gente não queria só emprestar a marca para um evento de terceiros, queria construir uma propriedade nossa dentro desse ecossistema. Por isso a Liga Guaraná nasce como um campeonato nacional próprio, com fase aberta, etapas classificatórias e uma final presencial, seguindo uma lógica muito parecida com a de uma competição esportiva de verdade. Essa estrutura em fases dá à marca um protagonismo maior do que uma simples presença pontual: cria uma jornada, com começo, meio e fim, e um caminho que o público pode acompanhar”, afirmou Guilherme Poyares, diretor de Marketing de Guaraná Antarctica, em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo.

A intenção é fazer com que a propriedade tenha continuidade dentro da relação que a companhia começa a desenvolver com os jogadores. Nesse contexto, o campeonato funciona também como um ativo de construção de território para uma marca que está iniciando sua trajetória formal no segmento.

“É uma forma de a marca ter um território permanente dentro do universo gamer, e não apenas participar de uma ativação isolada”, disse Poyares.

PlayStation e EA SPORTS FC

A escolha dos parceiros teve relação direta com a forma como Guaraná pretendia entrar nesse mercado. A PlayStation oferece acesso a um ecossistema estabelecido de jogadores e à infraestrutura do PlayStation Tournaments. O EA SPORTS FC, por sua vez, cria uma ligação imediata com o futebol, um dos principais territórios históricos da marca.

Dentro dessa composição, Guaraná Antarctica assume o papel de levar sua identidade, alcance e posicionamento para a experiência. A combinação permite que o projeto utilize códigos já reconhecidos da companhia sem simplesmente reproduzir no ambiente gamer aquilo que vinha sendo realizado no esporte tradicional.

“Cada marca entrou com aquilo que faz de melhor. A PlayStation trouxe o ecossistema: o console, a referência que representa no entretenimento e a plataforma do PlayStation Tournaments, assim como o EA SPORTS FC que entra como território natural de conexão entre o nosso histórico com o futebol e o universo dos games. E Guaraná Antarctica trouxe a originalidade do Brasil, seu alcance e a sede de jogar”, explicou o executivo.

O campeonato passou a funcionar como centro de uma operação que se estende por diferentes pontos de contato. Ativações físicas, ações promocionais no Zé Delivery e a realização da decisão diante do público ampliam a presença para momentos anteriores e posteriores às partidas disputadas online.

“Tudo isso é traduzido em experiência de marca: a ativação em pontos físicos, a promoção no Zé Delivery e o encontro presencial que fecha o campeonato. A ideia desde o início foi montar uma estratégia 360, unindo duas marcas fortes e complementares para entregar uma experiência completa, que vai do digital ao presencial”, afirmou.

A Liga Guaraná começou com uma fase aberta realizada entre 13 e 26 de julho. Jogadores de todo o Brasil disputaram partidas dentro do PlayStation Tournaments e acumularam pontos para avançar às etapas eliminatórias, iniciadas em agosto. O processo levou quatro participantes à final presencial realizada em 16 de agosto, no Shopping Cidade São Paulo.

Durante a execução do projeto, a dimensão presencial ganhou um espaço maior. O local inicialmente pensado para receber os quatro finalistas foi transformado em uma ativação aberta aos visitantes do shopping, ampliando a capacidade da Liga Guaraná de alcançar também pessoas que não participaram diretamente da competição.

“Começamos pela fase Open, com jogadores de todo o país disputando online e acumulando pontos no PlayStation Tournaments. A partir daí vieram as qualificatórias, até chegarmos aos quatro finalistas que vão disputar a decisão presencial em São Paulo. Uma coisa que ganhou bastante força ao longo do caminho foi a conexão com a cultura desse universo, conquistada por meio da comunicação estratégica e das oportunidades que surgem no caminho, que são aproveitadas de maneira muito genuína e natural, assim como é a presença de Guaraná na rotina”, contou Poyares.

A expansão da final resultou na instalação de estações de PlayStation abertas ao público, desafios relacionados ao futebol e experiências do Zé Delivery. A estrutura criou uma segunda camada para a propriedade, levando uma competição desenvolvida essencialmente no ambiente online para um espaço físico de contato entre público, jogadores e parceiros.

“Outro destaque é a valorização da experiência física em torno da final: o que começava como o palco do encontro dos finalistas acabou virando uma ativação inteira no Shopping Cidade São Paulo, com estações de PlayStation abertas ao público, desafios como o chute a gol e experiências do Zé Delivery”, afirmou o executivo.

Final presencial recupera dinâmica da torcida

A integração entre os ambientes digital e físico tornou-se um dos principais elementos da estratégia ao longo da primeira edição. A etapa online garante escala nacional e permite que jogadores de diferentes regiões participem da propriedade. A decisão, por outro lado, aproxima o projeto de uma característica historicamente explorada por Guaraná Antarctica no futebol.

A torcida ocupa um papel central nessa conexão. Ao colocar os finalistas diante de um público presencial, a marca procura transportar para o campeonato de EA SPORTS FC uma dinâmica coletiva que já faz parte de sua comunicação em competições esportivas.

“É o diferencial que Guaraná se propôs a trazer para a parceria, essa integração natural entre o online e as experiências presenciais. A final é o momento em que a lógica de campeonato de futebol realmente se conecta com a nossa história como marca: ter uma decisão ao vivo, aberta ao público, com torcida de verdade acompanhando de perto”, afirmou Guilherme.

Essa lógica também estabelece funções diferentes para cada etapa da Liga Guaraná. Enquanto o digital amplia a capacidade de participação e distribuição da propriedade, a experiência física concentra a relação com um dos códigos mais tradicionais da comunicação da companhia.

“É esse componente que recria, no ambiente gamer, algo que a gente já vive há anos no futebol, que é a emoção coletiva de assistir a uma disputa decisiva junto com outras pessoas, torcendo da forma originalmente brasileira que Guaraná tanto exalta. A fase online é importante para dar escala e alcance nacional à competição, mas é a final presencial que traduz o espírito de torcida que é a nossa marca registrada”, disse o diretor de Marketing.

“Sede de Jogar” adapta posicionamento aos games

A construção da propriedade também levou Guaraná Antarctica a trabalhar um desdobramento de sua plataforma de comunicação. “Sede de Torcer É Coisa Nossa”, conceito associado à atuação da marca no futebol, passou a conviver com “Sede de Jogar É Coisa Nossa”.

A estratégia preserva elementos como celebração coletiva e torcida, mas altera a maneira como eles chegam ao consumidor. A competição de EA SPORTS FC, o ranking online, as classificatórias e a final formam códigos próprios do ambiente em que a companhia começa a construir sua presença.

“O espírito por trás da campanha é o mesmo que sustenta o ‘Sede de Torcer É Coisa Nossa’: a ideia de celebração coletiva, de torcida, de viver aquilo junto com outras pessoas. Isso a gente não reinventou, é a essência da marca”, explicou Poyares.

A adaptação também passa pela própria arquitetura da Liga Guaraná. O formato competitivo permite trabalhar o futebol dentro de uma dinâmica de consumo diferente daquela encontrada em patrocínios esportivos tradicionais, com o público assumindo simultaneamente os papéis de jogador, espectador e participante das ativações.

“O que foi pensado especificamente para esse novo ambiente foi a tradução desse espírito para a lógica dos games: o formato de campeonato dentro do PlayStation Tournaments, a jornada da fase Open até a final, a integração com o Zé Delivery. Ou seja, o sentimento é o mesmo de sempre, mas a forma como ele se manifesta, com um campeonato de EA SPORTS FC, ranking online e final presencial, foi desenhada para fazer sentido dentro da cultura gamer”, afirmou.

Entrada nos games avança para a FURIA

A estratégia já ultrapassou os limites da primeira Liga Guaraná. Depois de iniciar a atuação no segmento por meio do ecossistema de consoles da PlayStation, a companhia avançou para a estrutura profissional dos esports ao fechar um acordo com a FURIA.

Guaraná Antarctica tornou-se patrocinadora master das equipes de Rocket League e Fortnite da organização até 2027. O movimento acrescenta novas propriedades ao plano iniciado com a Liga Guaraná e amplia a atuação para uniformes, conteúdos desenvolvidos com atletas e criadores e presença em eventos competitivos.

“A Liga Guaraná foi só o primeiro passo dentro desse movimento. Depois da estreia com a PlayStation, ampliamos a presença no segmento com o patrocínio às equipes da FURIA, que é uma das maiores organizações de esports do mundo, tornando a marca patrocinadora master das line-ups de Rocket League e Fortnite até 2027”, revelou Poyares.

A sequência também amplia o alcance da estratégia para modalidades que não possuem a mesma ligação direta com o futebol. Rocket League e Fortnite colocam Guaraná diante de outras comunidades e oferecem novas possibilidades de conteúdo e exposição dentro de um mercado no qual a companhia ainda está construindo seus ativos.

“Isso já é uma evolução natural: começamos pelo lifestyle dos consoles com a PlayStation e avançamos para o cenário competitivo dos esports com a FURIA, o que inclui presença em jerseys, conteúdo com atletas e criadores, e eventos como a Esports World Cup, em Paris. São territórios que não existiam dentro do nosso patrocínio esportivo tradicional, e que agora se abrem justamente porque criamos essa ponte entre futebol, games e a nossa forma de torcer”, finalizou o executivo.

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