- Seis federações árabes de futebol manifestaram "apoio total" no presidente da FIFA, Gianni Infantino, em meio à pressão sobre sua gestão
- O posicionamento foi assinado pelas associações de futebol de Marrocos, Catar, Egito, Mauritânia, Líbano e Sudão
- Entre os signatários, quatro integram o Conselho da FIFA: Sheikh Hamad bin Khalifa Al Thani, do Catar; Hany Abo Rida, do Egito; Fouzi Lekjaa, do Marrocos; e Ahmed Yahya, da Mauritânia
Seis federações árabes de futebol manifestaram “apoio total” no presidente da FIFA, Gianni Infantino, em meio à pressão sobre sua gestão após a retirada de um plano de investimento privado relacionado à Copa do Mundo.
O posicionamento foi assinado pelas associações de futebol de Marrocos, Catar, Egito, Mauritânia, Líbano e Sudão. Entre os signatários, quatro integram o Conselho da FIFA: Sheikh Hamad bin Khalifa Al Thani, do Catar; Hany Abo Rida, do Egito; Fouzi Lekjaa, do Marrocos; e Ahmed Yahya, da Mauritânia. Também assinaram o documento Hashem Haidar, do Líbano, e Moatasem Gafar, do Sudão.
“Nós expressamos nosso total apoio ao Sr. Gianni Infantino, presidente da FIFA, e reafirmamos nossa confiança em sua liderança e em seu compromisso contínuo com o desenvolvimento do futebol em todo o mundo”, afirmou o comunicado.
Os dirigentes também destacaram a atuação de Infantino na expansão do futebol e na criação de oportunidades em diferentes regiões.
“Apreciamos profundamente os esforços constantes do Sr. Infantino para promover o futebol globalmente, ampliar oportunidades em todas as regiões e fortalecer o papel do esporte em unir pessoas e comunidade”, acrescentaram.
A nota ainda afirmou que os signatários “esperam continuar cooperando com o dirigente em prol de um futuro mais próspero para o futebol mundial, ampliando oportunidades e aumentando ainda mais a contribuição do futebol árabe para o esporte global”.
O apoio ocorre após Infantino enfrentar resistência de dirigentes de diferentes confederações por causa de um projeto que previa a venda de participações comerciais relacionadas à Copa do Mundo a investidores de capital privado. Avaliado em US$ 20 bilhões, o plano foi retirado após forte reação no cenário internacional.
A UEFA chegou a alertar para a possibilidade de boicote a partidas e eventos da FIFA. Na segunda-feira, a entidade europeia, a Concacaf e a AFC divulgaram uma carta aberta na qual classificaram a proposta como uma “quebra fundamental de confiança” e a descreveram como um “engano”.
A oposição também passou a atingir o processo eleitoral. Nesta quinta-feira, a Associação de Futebol da Irlanda anunciou a retirada de seu apoio à candidatura de Infantino à reeleição, prevista para março.
A entidade citou “eventos recentes” que teriam provocado “preocupações significativas em relação à governança, transparência e à falta de consulta adequada”. Inglaterra e País de Gales haviam retirado o apoio na semana anterior, enquanto a Irlanda do Norte declarou respaldo à posição adotada pela UEFA.
Presidente da FIFA desde 2016, Infantino vinha sendo apontado como favorito à reeleição, até então sem adversários declarados. O próximo processo eleitoral está previsto para ocorrer no Marrocos, e a entidade estabeleceu 18 de novembro como prazo final para a apresentação de candidaturas de eventuais concorrentes.





