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Premier League, Belligol e novas audiências: Rogério Vaughan analisa evolução das transmissões

Narrador da ESPN fala sobre o retorno do Campeonato Inglês, o bordão que viralizou mundialmente e os novos caminhos da comunicação esportiva

Foto: Léo Souza/ Estadão

21 de agosto de 2026

4 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A Premier League começa nesta sexta-feira com o Arsenal, atual campeão inglês, diante do Coventry City, no Emirates Stadium
  • O retorno da competição também coloca em evidência Rogério Vaughan, a principal voz da ESPN na cobertura da liga
  • Em entrevista exclusiva para o MKTEsportivo, o narrador revelou os novos caminhos da relação entre os narradores e as plataformas digitais

A Premier League começa hoje (21) com Arsenal, atual campeão inglês, diante do Coventry City, no Emirates Stadium. A partida abre oficialmente a nova temporada, que terá 380 jogos até maio de 2027.

O retorno da competição também coloca em evidência Rogério Vaughan, uma das vozes mais reconhecidas da narração esportiva brasileira e um dos principais profissionais da ESPN na cobertura do futebol inglês.

Há mais de duas décadas dedicadas ao futebol internacional, o locutor acompanhou diferentes fases da Premier League e as transformações que ocorreram dentro e fora das quatro linhas.

Em entrevista exclusiva para o MKTEsportivo, Rogério Vaughan comentou sobre sua expectativa para a temporada 26/27 da Premier League e revelou os novos caminhos da relação entre os narradores e as plataformas digitais.

“A Premier League é um case de sucesso e narrar essa competição é algo fabuloso. Tem tudo para ser uma grande temporada. A liga tem torcedores em todo o mundo, isso é fantástico. O Manchester City jogou na Ásia, na Coreia do Sul, e foi impressionante ver a paixão dos locais pelo futebol inglês. E para essa temporada, aqui no nosso mercado, a gente vai fazer de tudo para dar a melhor entrega possível para os fãs de esporte”, declarou.

A relação de Vaughan com o futebol europeu, porém, ganhou uma dimensão adicional nos últimos anos. Um dos episódios mais marcantes ocorreu durante uma transmissão envolvendo Jude Bellingham.

A expressão “Belligol”, criada pelo narrador após um gol do jogador, ultrapassou o contexto da partida e ganhou espaço nas redes sociais. O que havia surgido de maneira espontânea, alcançou plataformas, virou meme e chegou até ao site oficial do Real Madrid.

“O ‘Belligol’ foi algo muito natural. Ele estava fazendo gols constantemente, eu tive a ideia e então viralizou. No dia em que repercutiu de forma significativa, eu estava na final da Copa Sul-Americana e, de repente, o pessoal do digital me ligou e informou que o Real Madrid havia colocado na capa do site oficial o bordão. Em seguida, viralizou no mundo. Depois disso, começaram a me enviar vídeos em casas de show, com o DJ colocando o bordão. De fato, foi um evento que furou a bolha. Muito bacana”, pontuou Vaughan.

O episódio ajuda a explicar uma mudança significativa na atividade de quem trabalha atrás do microfone. A narração deixou de se limitar ao instante em que a bola está rolando e passou a integrar uma cadeia de conteúdos que continua circulando depois do apito final.

Gols, frases e reações podem ser recortados e reinterpretados pelos torcedores. Nesse cenário, Vaughan também constrói uma identidade fora da televisão, estabelecendo contato direto com uma audiência que acompanha seu trabalho por diferentes canais.

“Esse é um movimento natural. A ESPN tem uma estrutura digital bem legal, realizando a alimentação de suas plataformas. Essa interação do narrador com as redes veio para ficar. Quanto mais verdadeiro você é, quanto mais genuíno você for, a pessoa que está do outro lado vai acabar sentindo. A rede social veio para nos aproximar do público e quebrar as barreiras”, complementou.

A presença nas redes também tornou mais acessíveis momentos que antes permaneciam restritos à rotina interna das emissoras. Chegada aos estádios, preparação para as partidas e situações vividas antes ou depois das transmissões passaram a despertar o interesse dos espectadores.

Para Vaughan, essa aproximação representa uma oportunidade de mostrar uma dimensão diferente do ofício. A rotina por trás de uma transmissão, que durante muito tempo ficou distante do público, passou a integrar o conteúdo compartilhado pelos próprios profissionais.

“A repercussão tem sido maravilhosa. O nosso país possui dimensões continentais e receber o carinho dos fãs de esporte de Rio Branco, no Acre, até o extremo sul do Brasil, tem sido maravilhoso. Essa abordagem acaba fidelizando ainda mais a audiência, tanto nas transmissões de futebol europeu como também no caso de uma Libertadores, onde a repercussão acaba sendo bastante significativa”, finalizou.

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