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Pressão sobre Infantino cresce após ruptura entre Fifa e três confederações

Movimento liderado pela Uefa, AFC e Concacaf amplia a crise política na entidade

Foto: Getty Images

04 de agosto de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Pressão sobre Infantino cresce após ruptura entre Fifa e três confederações
  • Movimento liderado pela Uefa, AFC e Concacaf amplia a crise política na entidade
  • Presidente da Fifa recebe apoio da Associação de Futebol do Catar (QFA), mas segue pressionado

A permanência de Gianni Infantino na presidência da Fifa enfrentar um cenário de incerteza. No comando da entidade desde 2016, o dirigente viu crescer a contestação à sua gestão após críticas públicas ao projeto Fifa Forward Enterprises (FFE), movimento que ganhou força entre três confederações continentais e colocou em dúvida sua tentativa de reeleição em março de 2027.

No início desta semana, a Uefa (Europa), AFC (Ásia) e Concacaf (Américas do Norte e Central) anunciaram um pacto para deixar, de forma conjunta, todos os órgãos de governança da Fifa até que Infantino renuncie ao cargo.

A mobilização ocorreu após a resistência ao plano que previa concentrar na FFE os direitos comerciais das competições da entidade e vender uma participação minoritária da empresa a Joshua Kushner, irmão do genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Diante da pressão do bloco, que reúne 136 associações nacionais e representa 64,45% dos votos no Congresso da Fifa, o presidente retirou a proposta.

Caso a medida seja levada adiante, os representantes da Uefa, AFC e Concacaf deixarão de participar das reuniões do Conselho da Fifa, dos comitês e das demais instâncias responsáveis pelas deliberações da entidade. O funcionamento da organização, por sua vez, pode ser diretamente afetado, já que essas estruturas são responsáveis por validar decisões essenciais para a administração da entidade que comanda o futebol.

O Estatuto da Fifa determina que atos sem aprovação dos órgãos de governança não possuem validade dentro da estrutura da entidade. Em situações envolvendo pagamentos, contratos e outros compromissos financeiros, a ausência desse respaldo também pode abrir espaço para questionamentos legais. Possíveis processos criminais podem, inclusive, ser enquadrados caso haja descumprimento das normas aplicáveis, expondo tanto a Fifa quanto seus dirigentes a eventuais responsabilizações.

O início da crise

O atual cenário representa o ponto mais crítico de uma crise iniciada ainda durante a Copa do Mundo de 2026. Na ocasião, a Fifa atendeu à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e decidiu cancelar a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun, expulso na primeira fase do mata-mata. Com isso, o jogador foi liberado para disputar as oitavas de final diante da Bélgica, decisão que gerou desgaste entre integrantes da estrutura política da entidade.

Apesar do aumento da pressão, Infantino recebeu nesta semana uma manifestação pública de apoio da Associação de Futebol do Catar (QFA). Em nota assinada por Sheikh Hamad bin Khalifa bin Ahmed Al Thani, a entidade afirmou que deseja a permanência do dirigente.

“Saudamos a decisão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de retirar a proposta do Fifa Forward Enterprise no interesse da comunidade global do futebol. Embora a proposta tenha mérito, aplaudimos a sabedoria por trás da prioridade à unidade entre as associações-membro. A Associação de Futebol do Catar apoia plenamente os esforços do presidente Infantino para continuar crescendo e fortalecendo o esporte globalmente”.

O posicionamento da federação fortalece politicamente Infantino e também reduz espaço para uma eventual candidatura de Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, à presidência da Fifa. Ainda assim, o apoio não elimina o ambiente de desgaste enfrentado pelo dirigente, que segue convivendo com forte oposição em diferentes frentes.

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