- São Paulo escolhe Ticketmaster para gestão de ingressos e abre para votação
- Proposta prevê a antecipação de R$ 110 milhões e mais R$ 30 milhões pela operação de camarote do estádio
- Taxa prevista para venda de ingressos chega a 10%, enquanto sócio-torcedor terá cobrança de 8%
A Ticketmaster Brasil foi escolhida pelo São Paulo como a empresa que poderá assumir a gestão da venda de ingressos do Morumbis, substituindo a Total Acesso. A proposta selecionada agora será submetida à análise e votação do Conselho de Administração e do Conselho Deliberativo do clube antes da formalização do contrato.
O processo teve início em abril, quando o Tricolor abriu um edital público para receber propostas relacionadas à operação. Ao todo, seis empresas participaram da disputa, com Ticketmaster e NewC avançando à etapa final. Em agosto, a diretoria optou pela proposta da Ticketmaster e passou a trabalhar na elaboração do contrato.
Entre as condições apresentadas pela empresa está a antecipação de R$ 110 milhões ao São Paulo, com previsão de pagamento em até 45 dias após a assinatura. O valor terá caráter de empréstimo e deverá ser devolvido pela agremiação ao longo de cinco anos, com juros vinculados ao CDI mais 1,99%.
A devolução será feita a partir das receitas líquidas obtidas pelo São Paulo com os jogos realizados no Morumbis, limitada a R$ 1,8 milhão por mês. Dessa forma, mesmo em períodos de arrecadação superior, o valor mensal destinado à empresa permanecerá dentro desse teto. Em meses sem receita, como ocorreu durante a Copa do Mundo deste ano, não haverá pagamento referente à operação.
A proposta também contempla a administração do camarote 29A por cinco anos. Para assumir a operação do espaço, a Ticketmaster prevê o pagamento de R$ 30 milhões à instituição logo após a assinatura do contrato. A gestão envolverá jogos e shows realizados no estádio e, no caso das apresentações musicais, a empresa também precisará adquirir ingressos. Atualmente, por decisão da Live Nation, a própria Ticketmaster é responsável pela comercialização das entradas dos shows no Morumbis.
Hoje, o time paulista utiliza atualmente o camarote 29A como um espaço corporativo para ações de relacionamento durante partidas e eventos. O local não possui comercialização de ingressos ao público.
O Museu do São Paulo também está incluído na negociação, com previsão de um repasse de R$ 6 milhões para a realização de sua reforma. O acordo também prevê que a Ticketmaster passe a administrar o programa de sócio-torcedor, atualmente sob responsabilidade da Feng. A avaliação do clube é de que a concentração das operações de ingressos e do programa em uma única empresa pode facilitar a gestão para os torcedores.
A mudança também é analisada sob a perspectiva de custos. O Tricolor estima que reunir as operações de ingressos e sócio-torcedor em uma mesma empresa possa reduzir as despesas administrativas, já que atualmente os serviços são realizados por fornecedores distintos.
A taxa pela gestão da venda de ingressos será de até 10% por entrada comercializada. Já para os bilhetes físicos, o percentual será de 8%, mesma porcentagem prevista para a administração do programa de sócio-torcedor.






