Copa do Mundo Feminina 2027

Fifa projeta lucro inédito para a Copa do Mundo Feminina de 2027

Mundial de 2019 e o de 2023 alcançaram estabilidade nas contas, mas sem resultado econômico positivo

Foto: FIFA via Getty Images

23 de setembro de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Fifa projeta lucro inédito para a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil
  • Mundial de 2019 e o de 2023 alcançaram estabilidade nas contas, mas sem resultado econômico positivo
  • Parte da escolha do Brasil como sede da Copa 2027 está relacionada à infraestrutura existente no país

O objetivo da Fifa para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, é fazer da competição a primeira edição do torneio a terminar com superávit financeiro. A meta foi apresentada por Thiago Jannuzzi, diretor-executivo de operações do Mundial, durante uma inspeção na Arena Castelão, em Fortaleza, realizada no último domingo (20).

As duas edições anteriores ficaram próximas do equilíbrio financeiro. A Copa de 2019, realizado na França, e o de 2023, disputado na Austrália e na Nova Zelândia, alcançaram estabilidade nas contas, mas sem resultado econômico positivo. Para a entidade, o cenário brasileiro abre a possibilidade de alcançar esse resultado pela primeira vez.

Parte da escolha do Brasil como sede também está relacionada à infraestrutura existente no país. A estrutura construída ou modernizada para a Copa de 2014 inclui estádios, aeroportos, rodovias e sistemas de transporte, que agora serão utilizados na organização do torneio feminino. As oito cidades escolhidas para 2027 já haviam recebido partidas do Mundial masculino.

Além da questão financeira, a Fifa relaciona a realização do torneio a um processo de valorização do futebol feminino, com as mulheres representando cerca de 70% do staff local da entidade. O avanço nas receitas das últimas edições sustenta a expectativa de que o Mundial no Brasil consiga gerar resultado positivo.

“A gente vem observando a evolução financeira e econômica desse tipo de evento com a expectativa de que a próxima edição seja a 1ª Copa do Mundo Feminina da Fifa superavitária. Isso mostra para todos os entes que trabalham com a modalidade que, sim, o futebol feminino pode ser superavitário”, declarou Jannuzzi.

A preparação das sedes segue em andamento. Uma comitiva de aproximadamente 100 funcionários da Fifa percorre os estádios para avaliar aspectos como conexão de Wi-Fi destinada à imprensa, condições do gramado e acessos para o público.

Beira-Rio, Maracanã, Mineirão, Mané Garrincha, Arena Corinthians e Castelão já receberam a comitiva, que ainda passará pela Arena Pernambuco e pela Arena Fonte Nova. Uma nova rodada de inspeções está prevista para 2027, antes do início da competição.

A expectativa de retorno financeiro também está ligada ao investimento necessário para desenvolver o futebol feminino em um horizonte mais longo. A avaliação é de que os recursos destinados à modalidade não produzem necessariamente resultados imediatos, mas podem gerar retorno ao longo do tempo.

“Depende do investimento que se faz, e não é um investimento de curto prazo, ele demora a retornar, mas, sim, ele retorna”, completou o diretor-executivo de operações da Copa Feminina.

A Fifa avalia que o Mundial no Brasil pode servir como referência para medir a capacidade de geração de receitas do futebol feminino e influenciar a forma como o mercado enxerga o potencial econômico da modalidade.

A competição será realizada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, na primeira edição do torneio em território sul-americano. Serão 64 partidas distribuídas por oito cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre.

Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT