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HBO prepara série sobre Democracia Corinthiana

A produção vai revisitar o movimento surgido no Corinthians no início dos anos 1980, período em que jogadores, comissão técnica e dirigentes passaram a participar de decisões internas por meio de votações

22 de setembro de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A HBO prepara uma série dramatizada sobre a Democracia Corinthiana, movimento que marcou o Corinthians no início dos anos 1980.
  • Humberto Carrão, Alessandra Negrini e Marco Ricca interpretarão Adilson Monteiro Alves, Marlene Matheus e Vicente Matheus, respectivamente.
  • Produzida pela Maria Farinha Filmes, “Democracia Corinthiana” ainda não tem data de estreia anunciada.

A Democracia Corinthiana será tema de uma nova série da HBO. A produção vai revisitar o movimento surgido no Corinthians no início dos anos 1980, período em que jogadores, comissão técnica e dirigentes passaram a participar de decisões internas por meio de votações, em um contexto marcado também pelo processo de abertura política do Brasil durante a ditadura militar.

O elenco terá Humberto Carrão, Alessandra Negrini e Marco Ricca entre os principais nomes. Carrão interpretará Adilson Monteiro Alves, dirigente que teve papel central na criação e condução do modelo implantado no departamento de futebol corintiano.

Alessandra Negrini e Marco Ricca viverão Marlene e Vicente Matheus, casal associado à ala mais tradicional da política do Corinthians e que se posicionava contra o movimento. Marlene assumiria a presidência do clube em 1991, tornando-se a primeira mulher a comandar um grande clube do futebol brasileiro.

Sócrates, Wladimir e Casagrande estarão no centro da história

Três dos jogadores mais associados à Democracia Corinthiana também já têm seus intérpretes definidos. Pedro Lamin viverá Sócrates, Guthierry Sotero será Wladimir e Davi Araújo interpretará Walter Casagrande. Para Araújo, será o primeiro trabalho de maior projeção na carreira.

O movimento ganhou força após a eleição de Waldemar Pires à presidência do Corinthians e a chegada de Adilson Monteiro Alves à direção de futebol. A proposta modificou relações internas do clube e ampliou a participação dos jogadores em decisões que tradicionalmente ficavam concentradas nos dirigentes.

Questões como horários de treinamento, contratações e regras de concentração passaram a ser discutidas coletivamente. A escalação permanecia sob responsabilidade do treinador.

A experiência também ficou marcada pela participação de jogadores como Sócrates, Wladimir e Casagrande no debate público brasileiro durante os últimos anos da ditadura. A Democracia Corinthiana acabou se tornando um dos movimentos mais conhecidos da relação entre futebol, sociedade e política no país.

Dentro de campo, o período também coincidiu com resultados relevantes. O Corinthians conquistou os Campeonatos Paulistas de 1982 e 1983.

Embora parta de acontecimentos e personagens reais, “Democracia Corinthiana” não será apresentada como um documentário. A HBO prepara uma série dramatizada que também contará com elementos ficcionais na reconstrução daquele período.

A criação é de Moara Passoni, que também dividirá a direção com Maria Farkas. Aly Muritiba ficará responsável pela direção-geral.

Passoni assina ainda o roteiro ao lado de David Barker. Os dois já haviam trabalhado juntos em “Democracia em Vertigem”, documentário dirigido por Petra Costa e indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2020.

A escolha de Alessandra Negrini acrescenta uma ligação particular com o universo retratado pela série. A atriz é torcedora declarada do Corinthians e costuma acompanhar partidas do clube na Neo Química Arena.

Em agosto deste ano, Negrini e Humberto Carrão foram vistos juntos nas arquibancadas durante uma partida do Corinthians contra o Cruzeiro. Agora, os dois estarão na produção interpretando personagens que ocuparam lados diferentes na disputa política vivida pelo clube durante a década de 1980.

A HBO ainda não anunciou a data de estreia da série.

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