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Nike Alphafly 4 fica mais leve e responsivo em atualização voltada ao fim das maratonas

Nova geração do supertênis de competição ganha espuma reformulada, maior retorno de energia e mudanças no cabedal e no solado

18 de setembro de 2026

4 minutos de Leitura

A Nike apresenta o Alphafly 4 como uma evolução concentrada em um dos momentos mais críticos de uma maratona: os quilômetros finais. Em vez de promover uma ruptura completa com a geração anterior, a marca revisa diferentes componentes do modelo com o objetivo de preservar eficiência, estabilidade e resposta quando a fadiga começa a interferir na mecânica de corrida.

Na prática, as principais mudanças estão no peso e no retorno de energia. De acordo com dados divulgados pela Nike, o Alphafly 4 fica 5% mais leve e entrega 10% mais retorno de energia em relação ao Alphafly 3.

Parte dessa evolução vem da nova espuma utilizada no modelo. O composto é 17% mais leve e apresenta resposta 8% superior à espuma anterior, segundo a fabricante. O conjunto continua trabalhando com uma placa de fibra de carbono e duas unidades Air Zoom instaladas no antepé, elementos que já caracterizavam a proposta da família Alphafly.

A redução de peso é importante, mas não resume a atualização. O cabedal passa a utilizar uma construção em malha sem costuras, acompanhada por cabos na região do mediopé. A solução busca melhorar a sustentação dos pés sem adicionar estrutura excessiva ao tênis.

O solado também recebe alterações no desenho, com foco em manter a tração durante o contato com o asfalto. Somadas, as mudanças mostram que a Nike trabalhou menos em um componente isolado e mais no comportamento do conjunto durante provas longas.

“Uma maratona é dinâmica. Com o Alphafly 4, passamos anos ouvindo os atletas, estudando como a fadiga impacta o desempenho e a mecânica da corrida e aprimorando cada elemento do sistema para ajudar os corredores a manter a eficiência quando ela é mais importante”, disse Emily Farina, diretora do Nike Sport Research Lab.

“Nosso objetivo era simples: criar um tênis que ajudasse os atletas a se sentirem mais confiantes e capazes mesmo nas etapas mais avançadas da prova. Foi para isso que o Alphafly 4 foi desenvolvido”, prosseguiu.

Um tênis pensado especificamente para competir

O Alphafly 4 permanece claramente posicionado como um tênis de prova. Placa de carbono, Air Zoom, espuma de alta resposta e redução de peso formam um pacote desenvolvido em torno de velocidade e economia de corrida, e não da versatilidade de um modelo destinado aos treinos cotidianos.

Essa distinção é importante na leitura do produto. As melhorias anunciadas pela Nike fazem mais sentido dentro de seu propósito específico: maratonas e outras provas de longa distância disputadas em ritmo elevado. É nesse cenário que diferenças de peso, retorno de energia, estabilidade e manutenção da mecânica podem se tornar mais perceptíveis ao longo dos quilômetros.

O desenvolvimento envolveu testes em laboratório e avaliações práticas com atletas profissionais e corredores amadores de diferentes níveis. A Nike também utilizou informações do Project Dreamweaver e testes específicos realizados com mulheres durante o processo.

Antes mesmo do lançamento comercial, o Alphafly 4 já apareceu em competição. Addisu Gobena utilizou o modelo em sua vitória na Maratona de Sydney.

“O Nike Alphafly 4 me deu confiança desde a largada até a linha de chegada. Quando a prova ficou difícil, confiei no trabalho que havia feito e confiei no tênis sob meus pés. Como atletas, estamos sempre buscando o que vem a seguir, e acredito que o Alphafly 4 mostra o quanto ainda podemos avançar no desempenho em maratonas”, comentou Addisu Gobena.

Pelas especificações apresentadas, o Alphafly 4 parece ser uma evolução direcionada, e não uma reconstrução do conceito. A Nike mantém a arquitetura que transformou o Alphafly em seu principal modelo de maratona e trabalha principalmente nos pontos capazes de afetar o desempenho depois de muitas dezenas de quilômetros.

O ganho anunciado de 10% no retorno de energia e a redução de 5% no peso são as mudanças mais relevantes no papel. A nova espuma, combinada à placa de carbono e às duas unidades Air Zoom, mantém o tênis dentro da categoria dos modelos mais agressivos da linha de competição da empresa.

Há, porém, uma diferença entre analisar especificações e fazer um review definitivo. Dados de laboratório e relatos de atletas ajudam a entender a proposta, mas questões como estabilidade real, conforto depois dos 30 quilômetros, adaptação a diferentes tipos de passada, durabilidade e comportamento em diferentes ritmos dependem de testes independentes e de uso prolongado.

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