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Nike, Adidas e mais 170 empresas unem forças contra Donald Trump

Gigantes do varejo são contra medidas protecionistas aplicadas pelo presidente americano

21 maio, 2019

As gigantes Nike, Adidas, Puma e outras 169 empresas de tênis e varejistas nos Estados Unidos se uniram para contestar a taxação de calçados importados da China anunciada pelo presidente Donald Trump. Para o grupo, a medida será “catastrófica aos consumidores norte-americanos”.

“Qualquer ação tomada para aumentar as tarifas sobre calçados chineses terá um efeito imediato e duradouro sobre indivíduos e famílias americanas. Isso também ameaçará a viabilidade econômica de muitas empresas em nosso setor”, informou o grupo em um comunicado postado no site da Associação de Distribuidores e Varejistas de Calçados dos EUA.




No início do mês, Trump sobretaxou em US$ 200 bilhões produtos importados do país asiático, aumentando a carga de 10% até 25%. O governo também abriu processo para aplicar outros 25% para outros produtos, como computadores, vestuário, calçados e brinquedos. De fora, apena o setor farmacêutico. Como retaliação, a China elevou barreiras de importação em 25%, somando US$ 60 bilhões.

Segundo a associação, estas ações protecionistas somariam US$ 7 bilhões em custos anuais aos americanos. Em 2018, por exemplo, a Nike teve 26% dos tênis e roupas fabricados no país asiático. Em 2017, a China foi responsável por 72% de todos os calçados importados aos EUA.

“O calçado é uma indústria muito intensiva em capital, com anos de planejamento necessários para tomar decisões de fornecimento, e as empresas não podem simplesmente mudar de fábrica para se adaptar a essas mudanças”, completou o grupo.

Além de Nike, Puma e Adidas, empresas como Asics, Converse, Reebok e Merrell estão no grupo contra as medidas tomadas por Donald Trump.