Patrocínio

De “valor incalculável”, Corinthians vira ‘banco’ e terá aplicativo do BMG

Acordo será de cinco anos e clube terá braço dentro da instituição para cuidar dos novos clientes

23 jan, 2019

O Corinthians oficializou na tarde de ontem sua parceria com o Banco BMG e anunciou as novidades que virão no contrato firmado por cinco temporadas. Entre elas, estará o lançamento de aplicativo exclusivo e a criação de um braço dentro da instituição financeira que cuidará dos clientes corinthianos.

Na primeira frente, trata-se de um aplicativo chamado Meu Corinthians BMG. A cada movimentação realizada, o clube ficará com 50% do lucro. Desta maneira, o valor a ser obtido pelo Corinthians irá depender da adesão em massa de novos clientes. Entre os produtos disponíveis, estarão cartões de crédito consignados, caderneta de poupança e oferta de CDBs.

“É uma coisa nova, inovadora, é uma parceria, não simplesmente um outdoor na camisa. É convocar a nação corintiana para abrir conta, daqui a 30 dias terá a plataforma Meu Corinthians BMG. Abrindo a sua conta digital gratuitamente, poderá usar todos os produtos do banco. Minha função é brigar com o banco para ser o mais barato possível” disse Andrés Sanchez, presidente do Timão. “Não tem valor o patrocínio, quem vai determinar é a nação corintiana. Cada produto que comprar, o Corinthians terá 50%. É incalculável o valor”, completou. O mandatário ainda explicou que anunciará “novidades” a cada 200 mil usuários.

Sobre os R$ 30 milhões citados inicialmente, o valor fixo, na verdade, será de R$ 22 milhões anuais. O Corinthians recebeu R$ 30 milhões adiantados em 2019, valor calculado já com uma base de torcedores que vão aderir ao Meu Corinthians BMG. Portanto, neste ano, só haverá dinheiro extra caso a adesão de assinaturas de serviços ultrapasse os R$ 8 milhões.

“É um modelo inédito, não é simplesmente um patrocínio, como a gente está acostumado a ver. O que estamos fazendo é juntando marketing com negócios. O BMG desenvolveu uma plataforma de banco para torcedor e estamos dando início com o Corinthians. Vamos criar um aplicativo para o torcedor que vai chamar Meu Corinthians BMG, tudo o que for feito será compartilhado entre o banco e o clube”, detalhou Ricardo Guimarães, acionista do BMG que participou ativamente da negociação.

“É importante dizer que vamos estar estimulando o torcedor a usar esse aplicativo, mas fazendo as operações que ele já faz no mercado financeiro. Vamos tentar desenvolver e ter a maior oferta de produtos ao torcedor. Além de o torcedor ser muito bem atendido e taxas compatíveis com o mercado, tudo o que ele fizer através do aplicativo terá retorno ao Corinthians. O clube vai compartilhar com o banco os resultados apurados com a torcida”, completou.

“Cada continha aberta, se gerar lucro para o banco, vai ser compartilhado com o Corinthians. Cada centavo aplicado ou empréstimo tomado, será compartilhado com o Corinthians de forma relevante para o Corinthians”, finalizou Ricardo.

No orçamento para 2019, o clube alvinegro estimou receber R$ 42 milhões fruto dos seus acordos comerciais. Com as novidades detalhadas, este número deverá ser muito superior. Quem garante é o diretor de marketing do Timão, Luis Paulo Rosenberg, que também participou da coletiva.

“Na verdade, eu não sei como está isso, mas o Corinthians está virando banco. No seguinte sentido: foi criada uma plataforma digital e, nesse banco, o Corinthians é dono de metade. Assim é que foi fixado. Nós, como Corinthians, queremos saber quanto vem. Então fizemos várias simulações. Mas a melhor comprovação da crença do banco em relação ao que pode vir é quanto ele está disposto a colocar no momento inicial. Vocês acompanham todos os contratos de patrocínio. Alguém já ouviu falar num contrato em que no primeiro dia é depositado R$ 30 milhões? Esse número pode chegar a R$ 50 milhões, R$ 70 milhões…”, comemorou o executivo.

Além do BMG, o Corinthians possui outros cinco patrocinadores em seu uniforme. São eles: Poty (calção), Positivo (costas da camisa), PES (barra frontal da camisa), Joli Construção (barra traseira) e Universidade Brasil (ombro).