Indústria

Sem Red Bull Bragantino e Coritiba, modelo do pay-per-view está em xeque

Sem acerto dos clubes, e também do Athletico, 28% dos jogos do Brasileirão poderão ficar de fora do Premiere

13 fev, 2020

O modelo de pay-per-view está em xeque. De acordo com o Blog do Rodrigo Mattos, Coritiba e Red Bull Bragantino não aceitaram a oferta feita pelo Grupo Globo para a transmissão de suas partidas e, assim, 28% dos jogos do torneio poderão ficar de fora do Premiere. Desta maneira, de um total de 380 jogos transmitidos, a emissora ainda não tem os direitos sobre os 108 jogos do Brasileirão que estarão disponíveis apenas na Tv fechada.

Vale lembrar que o Coritiba tem contrato apenas com a Turner na TV paga, enquanto o Red Bull Bragantino não possui vinculo algum com a plataforma. No ano passado, o Athletico optou por não fechar com o Premiere para aumentar a receita vinda da Tv aberta. O Furacão, que também segue sem contrato para 2020, alegou que o mínimo garantido de R$ 6 milhões para o serviço não era vantajoso para si.

A proposta da Globo é similar à oferecida para os outros clubes para TV Aberta com distribuição dividida em: 40% igualmente entre os clubes, 30% pela performance esportiva e 30% pelo número de jogos exibidos em cada uma das plataformas. No caso do Red Bull Bragantino, Rodrigo Mattos destaca a questão da emissora não citar o nome correto da equipe e, além disso, por possuir uma torcida menor e restrita ao interior, o time pegaria um valor pequeno. Apesar do cenário, há otimismo com um acerto.

Do lado do Coritiba, como o rival Atheltico elevou suas receitas ao manter um posicionamento de não figurar no PPV da emissora, o clube estuda seguir o mesmo modelo. Sem a plataforma, o Coxa espera aumentar sua presença na Tv aberta.

Atualmente, 38% da receita bruta do Premiere é repassado aos clubes, que recebem um mínimo garantido e outro valor variável conforme um cálculo de quantos torcedores do clube são assinantes do pay-per-view.