Patrocínio

Envolvida em polêmica, Azeite Royal rescinde com G4 carioca e deixa futebol

Com proprietário envolvido em escândalo, marca anuncia rescisão com Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Maracanã

23 mar, 2020

No último sábado (21), o G4 do Rio de Janeiro sofreu uma baixa entre um dos seus patrocinadores. Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco foram comunicados da rescisão de contrato com um patrocinador comum entre todos: o Azeite Royal.

Tal decisão, que engloba também o fim do relacionamento com o estádio do Maracanã, foi embasada na crise econômica resultado da pandemia do novo coronavírus. Desta maneira, o Azeite Royal deixa o futebol.

A empresa entende que, sem campeonatos, não existe motivo para seguir investindo nos aportes. Além disso, considera também que neste delicado momento as prioridades devem ser outras. No entanto, para o futuro, a ideia é renegociar com os clubes conforme a economia voltar ao normal.

“Tomamos a decisão de rescindir com todos os clubes e também com o Maracanã até por tudo que estamos passando. Fizemos uma reunião de conselho e com o marketing. Os campeonatos estão parados e não temos porque manter esse investimento. Vamos focar nesta crise mundial com os supermercados, que são os que precisam desse tipo de ação. No momento, a prioridade é outra. A crise é para todos. Depois, sentamos e conversamos para um novo contrato”, disse Eduardo Giraldes, dono do Azeite Royal, em entrevista ao GloboEsporte.

No Botafogo, a marca figurava no espaço master. Já no Fluminense, ela esteve na barra traseira, enquanto no Vasco acima do número dos jogadores. Por fim, no Flamengo, que havia renovado com a empresa em janeiro deste ano, desfrutava de visibilidade nos meiões e calção.

A decisão de deixar o futebol pode não estar na pandemia do novo coronavírus. Em janeiro, Eduardo Giraldes foi acusado de fazer fortuna com clonagem de cartões de crédito. O caso veio a público após reportagem publicada pela Agência Sportlight, do jornalista Lúcio de Castro. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o empresário era peça de uma quadrilha que atuou na falsificação e utilização de cartões de créditos clonados e realização de compras fraudulentas. Ele chegou a ser condenado e teve a prisão decretada em 2014.

Por conta do caso, o Atlético-MG optou por não renovar com o Azeite Royal após acordo firmado em agosto de 2019.