Indústria

Japão prevê custo adicional de US$ 3 bilhões por Jogos Olímpicos em 2021

Comitê Organizador do evento irá avaliar em que condições estarão os complexos montados para treinamento e competição dos atletas

27 mar, 2020

O adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021 deve gerar um custo adicional de quase US$ 3 bilhões para Tóquio. De acordo com o jornal local Nikkei, o valor subirá devido a renegociação dos aluguéis de instalações, o prolongamento do contrato de trabalho com 3.5 mil funcionários do Comitê Organizador dos Jogos e a renegociação com operadores mobiliários que venderam os apartamentos da Vila Olímpica.

Para Toshiro Muto, CEO do Comitê Organizador de Tóquio 2020, é preciso avaliar em que condições estarão os complexos montados para treinamento e competição dos atletas, que precisarão de manutenção até o ano que vem.

“Com certeza haverá custos. O valor, contudo, não sabemos agora. E quem vai pagar isso? Não preciso dizer que não serão discussões fáceis e não sabemos quanto tempo vão durar”, afirmou Muto.

O dirigente afirmou que é necessário que a nova data dos Jogos seja definida rapidamente, para que o comitê consiga se programar e ter a previsão dos gastos extras .

“Temos que decidir quando serão as cerimônias de abertura das Olimpíadas e Paralimpíadas. Sem isso, há muitas coisas que simplesmente não podemos fazer. Estamos lidando com o adiamento dos Jogos, algo que nunca aconteceu na história. É uma tarefa assustadora”, completou Muto.

Segundo Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, o primeiro-ministro Shinzo Abe se responsabilizou por resolver o problema.

“Vai ser um custo adicional para os japoneses. Mas o primeiro-ministro Abe se comprometeu a fazer tudo o que for preciso. Todos foram impactados, jornalistas, atletas. Temos de fazer desses Jogos um símbolo de união”, disse o mandatário.